segunda-feira, 22 de abril de 2013

O IRMÃO DE OGUM O SENHOR EXU




Exu Tranca-Ruas: Serventia do Caboclo Ogum de Lei
Exu Veludo: Serventia do Caboclo Ogum Rompe-Mato
Exu Tira-Toco: Serventia do Caboclo Ogum Beira-Mar
Exu Porteira: Serventia do Caboclo Ogum de Male
Exu Limpa-Tudo: Serventia do Caboclo Ogum Megê
Exu Tranca-Gira: Serventia do Caboclo Ogum Yara
Exu Tira-Teima: Serventia do Caboclo Ogum Matinata.

 

Exu


A palavra Exu é uma mutação fonética, corruptela temporal do verdadeiro termo: ESSUIÁ, que quer dizer guardião tem origem do yoruba.
Entre vários significados, encontramos um que define sua atuação: esfera, ou seja, o que esta em toda parte.
Para alguns sacerdotes do continente negro, era uma entidade primitiva, misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediata de problemas cruciantes da comunidade.
Exus e Pomba-Gira têm uma função especifica junto aos espíritos evoluídos, aos guias superiores, protegendo-nos, levando-nos a possíveis realizações.
Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida.
Há, antes de tudo, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano.
Na opinião deste humilde zelador será sempre orixá com seus Falangeiros.
Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns).
Esse Orixá (ou Entidade) não deve ser confundido com os eguns, apesar de transitar na mesma Linha das Almas (uma das três linhas independentes) sendo o seu dia a segunda-feira; ficando sob o seu controle e comando, os Kiumbas (espíritos atrasadíssimos na evolução).
Exu é figura de status entre os Orixás, que apesar de ser subordinado ao poder deles, constitui uma figura tão poderosa que freqüentemente desafia as próprias divindades, sua função e condição de figura-limite entre o astral e a matéria, se revelam em suas cores, o negro e o vermelho, sendo esta última à vibração de menor freqüência no espectro do olho humano, abaixo do qual tudo é negro, há ausência de luz.
Seus aspectos contraditórios também podem ser analisados sob outro ponto de vista: o negro significa em quase todas as teologias o desconhecido; o vermelho é a cor mais quente, a forte iluminação em oposição à escuridão do negro.
Até em suas cores, Exu é o símbolo das grandes contradições, do amplo terreno de atuação, são considerados entidades poderosas, mas nem sempre conscientes dessa força, desconhecendo seus limites e suas conseqüências ao envolver os seres humanos vivos.
Assim ao utilizar-se de suas vibrações, um iniciado precisa tomar cuidado para não permitir que Exu, mesmo com o propósito de ajudá-lo, provoque um descontrole energético que possa ser prejudicial ao ser humano.
Sua função mítica é a de mensageiro - é o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos Orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é tomado pela energia e pela consciência do seu Orixá pessoal (quando a consciência de quem carrega o Orixá desaparece).
É Exu quem traduz as linguagens humanas para a das divindades, por isso, é imprescindível para a realização de qualquer ritual, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão (ayé ou orum) o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados.
O poder de comunicar e ligar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação.
Possibilita-se a construção, também permite a destruição, esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas entradas e saídas.
Isso não entra em contradição com o fato de Ogum, o Orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos, de acordo com as lendas), Ogum é responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos caminhos, pela expansão do reino, enquanto.
Exu é o senhor da força que percorre esses caminhos.
Como, então, essa imagem de menino brincalhão, mesmo que imprudente, se coaduna com a imagem popular que associa Exu ao Diabo?
Mesmo em cultos de Umbanda (alguns).
Exu é freqüentemente considerado um representante do mal.
Qual a visão está correta?
Exu realmente brinca e se diverte, possibilitando brincadeiras e prazeres aos seres humanos.
Também mexe com forças terríveis, provoca acontecimentos dramáticos. Mais considera-lo mal e uns termos muitos pesado, precisam ter muito cuidado com esta palavra.
“Quem com a língua fala com a língua paga”.

Em termos históricos, as culturas africanas que cultuam os Orixás - muito diversificadas, conseqüência evidente de uma sociedade dividida em raças, tribos, muito pouco centralizada para os parâmetros ocidentais - são muito mais antigas que as que conhecemos.
Há lendas de Orixás que se explicam como respostas socialmente criativas a acontecimentos perdidos num longínquo passado, como a substituição do matriarcado pelo patriarcado, o surgimento do primeiro conceito de sociedade agrária, em oposição a uma cultura nômade e caçadora.
Assim, como encontrar uma figura que representa o mal numa cultura onde não existe a dicotomia bem-mal?
A moralidade ou imoralidade, portanto, não está nas figuras dos Orixás, nem principalmente em Exu, mas sim nas interpretações que nós, ocidentais, fazemos a respeito de seus desígnios. Para a cultura africana, politeísta, onde os deuses brigam entre si, cada um tomando atitudes radicalmente opostas às dos outros, não existe um certo e um errado, mas vários.
Cada ser humano é filho de dois Orixás e, para ele, suas atitudes serão as mais corretas, enquanto um filho de outro Orixá deverá manter postura diferente, mas adaptada ao arquétipo de comportamento associado ao seu próprio Orixá.
Outra razão de confusão vem do fato de os negros terem chegado ao Brasil na condição de escravos, tratados como subumanos e sem os mínimos direitos.
Nenhuma hipótese havia, portanto, para que Exu e outras figuras míticas do Candomblé e da Umbanda, fossem aceitas como independentes:
Os negros tinham de ser convertidos ao Deus Único, aos mitos cristãos.
Uma divindade africana ao ser capturada pelas explicações católicas teria no máximo o status de santo, divindade menor, praticamente humana, na teologia cristã.
Como precisavam de um Diabo, os jesuítas encontraram na figura de Exu.
O Orixá que poderia, meio forçadamente, vestir a sua roupa, provavelmente porque sendo o mais humano dos Orixás.
A ele se pede interferência nas questões mais mundanas e práticas, o que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá, para ele.
Exatamente por isso, Exu era a divindade que protegia, na medida do possível, os negros dos repressivos senhores. Era para Exu que pediam desgraças para seus senhores.
Dois outros fatores associam Exu ao Demônio; o fogo - elemento do Diabo e também freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos Orixás africanos - e o sexo, território considerado tabu pelos católicos, e o prazer - em geral, as atividades favoritas de Exu.
A sensualidade desenfreada costuma ser atribuída à influência de Exu, que significa a paixão pelo gozo, sendo freqüentemente representado em estatuetas, como figura humana sorridente, debochada.
Para completar os tabus que marcavam Exu como uma figura que subvertia o conceito de faça o bem e será recompensado, faça o mal e será punido - já que ele podia fazer qualquer coisa e alterar qualquer resultado - mas um fator fez com que fosse não só usado como o Diabo, mas reconhecido como sua própria encarnação por parte dos jesuítas:
Exu gosta de sangue.
É costume que, em oferendas, o sangue de animais seja o último ingrediente.
Como, porém, essa base filosófica africana foi esquecida na prática pelos brasileiros, existe certo temor e preconceito com relação a Exu.
Isso se revela no temor que os Zeladores (sacerdotes que dirigem a Umbanda ou um Candomblé) têm em identificar alguém como filho de Exu, ou seja, como pessoas cuja energia básica é a mesma do mensageiro dos deuses.
Reforçam-se assim, os mitos de desgraça que ronda a figura de Exu.
A Pomba-gira, figura comum nos cultos de Umbanda e presente em diversos Candomblés, dada a grande intercomunicação entre as duas vertentes, não passa, de um Exu Feminino, onde estão em destaque o senso de humor debochado, a voluptuosidade e sensibilidade desenfreada, usando cabelos soltos, saias rodadas e vaidosas flores na cabeça.
Sua dança é uma gira frenética, desenfreada, violenta até, com quase nenhum controle - sem compostura, de acordo com a visão ocidental.
Características dos filhos de Exu
São muitas as pessoas que têm Exu, como fonte energética principal, mas são poucas as que o sabem.
É comum um certo temor do zelador em comunicar ao iniciado que é um filho de Exu (englobado na Linha das Almas), após a confirmação.
Acontece que os mitos ocidentais e orientais de perigo e desgraça que andam junto de Exu, fazem com que a pessoa que está sob a égide desse Orixá seja considerada uma perseguida da sorte, marcada pelo destino, e são comumente apontados como sofredores, como se ligados ao mal ou ao padecimento.
O arquétipo psicológico associado aos filhos de um Orixá é a síntese das características comportamentais que fazem parte de cada Orixá e que são atribuídas aos seus filhos. Não deve ser encarado como camisa de força que limite os seres humanos, mas guias de comportamento.
Essas guias de comportamento ou matrizes, são os Orixás.
No caso dos filhos de Exu, suas características principais seriam a ambivalência e o relativismo, a falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, preferindo certo apego à maleabilidade e ao pragmatismo que faz cada situação ser encarada como totalmente independente de outra, cada uma, portanto, merecendo uma saída diferente.

 

Características de Exu


Habitat: encruzilhadas de terra, cemitérios, ambientes da natureza, ou em cima de esteiras.

Imantação: padê ou ebó completa.

Bebidas: aguardente, rum, uísque e graspa, mistura de mel com limão e marafo, conhaque, suco de frutas doces, licores, champanhe, vinho (sangue).

Flores: cravos diversos.

Banho de descarga: canela (exu de encruzilhada), cedro (exu da calunga).

Sincretismo: Alguns associam a Santo Antonio. Eu em particular não costumo associa-lo a nenhum Santo.

Guias: alternam contas vermelhas e pretas.

Aroma principal: canela e cedro.
A canela é conhecida desde a antiguidade e foi tão valorizada que era considerada um item a ser presenteado a monarcas e outros dignitários.
É mencionada em Êxodo 30:23, quando Moisés ordenou o uso da canela doce/salgada (em hebraico קִנָּמוֹן qinnāmôn) e cássia, e nos Provérbios 7:17-18, quando o leito nupcial é perfumado com mirra, aloe vera e canela. Também se encontra mencionada por Heródoto e outros escritores clássicos.
No início do século XVI era trazida por comerciantes portugueses diretamente do Ceilão (atual Sri Lanka, no sul da Ásia), chegando um quilograma a valer dez gramas de ouro. O comércio português no Oriente foi perdido progressivamente para a Companhia das Índias Orientais, holandesa, que se assenhoreou dos entrepostos portugueses na região a partir de 1638. As margens da ilha estão repletas dessa planta, relatou um capitão holandês, e é a melhor de todo o oriente: quando uma pessoa está no litoral, pode-se sentir o aroma a oito léguas de distância.
Os Cedros são árvores pertencentes à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das gimnospérmicas. Este artigo refere-se apenas às plantas do gênero Cedrus, da família Pinaceae.

Assuntos relacionados: poder terrestre, assuntos materiais e amorosos (uniões e amarrações).

Vibração: Proteção.

Atuação: ajuda material.

Metais: ferro, aço (exu encruzilhada); mercúrio(exu da calunga).

Pedras: Ágata, Ônix e Carvão Mineral e Pedra de Sal grosso.
Ágata: Segundo o Islão, as ágatas são pedras muito preciosas. Segundo a tradição, acredita-se que o portador de um anel de ágata, por exemplo, está protegido contra vários infortúnios e gozará de longa vida, entre outros benefícios. Em outras tradições crê-se que a ágata cura as picadas do escorpião e as mordidas de serpente, acalma a mente, previne doenças e contágios, pára a trovoada, promove a eloquência, assegura os favores dos poderosos e traz a vitória sobre os inimigos. Os magi Persas também apreciavam os anéis de ágata no seu trabalho e nas suas crenças.
Ônix: é uma variedade de calcedônia, uma forma de quartzo. As cores de suas faixas são brancas e pretas. Estes minerais são muito produzidos para manchar a ágata.
Carvão Mineral: é um combustível fóssil natural extraído da terra por processos de mineração. É um mineral de cor preta ou marrom prontamente combustível. É composto primeiramente por átomos de carbono e magnésio sob a forma de betumes. Dos diversos combustíveis produzidos e conservados pela natureza sob a forma fossilizada, acredita-se ser o carvão mineral o mais abundante.

Hierarquia: prestam obediência direta ao exu chefe da casa, por sua vez, obedece ao guia chefe do templo onde esta acantonado (Preto-velho ou caboclo).
Fora daí obedecem a sua Legião ou Foco.
Quantos aos quiumbas, são mão de obra submissa ao Exu chefe da casa.

Saudação: Exu é mojubá! Exu é mojubá! Exu é mojubá! , viver a noite, armar emboscada.Laroiye Exu! Laroiye Exu! Laroiye Exu, que significa, saudação amiga exu.

Cor: preto e vermelha.

Frutos: limão, cana, amêndoa, banana verde e frutas vermelhas.

Mineral: carvão e enxofre.
O enxofre (do latím sulphur, -ŭris) é conhecido desde a antiguidade. No século IX a.C. Homero já recomendava evitar a pestilência do enxofre.
Aproximadamente no século XII, os chineses inventaram a pólvora, uma mistura explosiva de nitrato de potássio ( KNO3 ), carbono e enxofre.
Os alquimistas na Idade Média conheciam a possibilidade de combinar o enxofre com o mercúrio.
Somente nos finais da década de 1770 a comunidade científica convenceu-se, através de Antoine Lavoisier, de que o enxofre era um elemento químico e não um composto.

Dia da semana: segunda –feira.
Data Comemorativa: sempre na primeira sessão do ano e alguns comemoram no dia 13 de Junho.

Ervas: amendoeira, bananeira, bardana, pimenta-da-costa, urtiga, urtiga-fogo, urtiga-brava, caruru-de-espinho, comigo-ninguém-pode, cana-de-açúcar, tiririca, aveloz, jurubeba, mandacaru, etc.

Expressão: astúcia, esperteza, sagacidade, malícia, obediência, hierarquia, impassibilidade.

Comidas Secas: bifes de boi, farofa de dendê, farofa de mel (Pomba Gira), carne seca em pedaços com azeite-de-dendê, pimenta, cebola e tomate, etc.

 

As Falanges de Exu


Estes Exus são os de 3º ciclo, prestes a se libertarem da função de guardião, são emissários da luz para as sombras, enviados pelos Orixás para fiscalizarem a Quimbanda.
É importante não se confundir a Quimbanda, que é o oposto harmônico da Umbanda, com a Quimbanda, que é o reino dos Quiumbas, verdadeiros marginais do astral, estes sim violentas entidades negras que promovem ferrenhos ataques as criaturas fracas provocando-lhes doenças ou coisas piores.
São verdadeiros Exus que os combatem, apesar de é claro, existirem Exus de vibração baixíssimas, os chamados “rabos de encruza”.
Os exus de 2º ciclo são aqueles chamados de Exus das Almas, os que combatem os quiumbas mais diretamente, principalmente os que agem em cemitérios e outros lugares de baixa freqüência ou vibração pesadas; é por isso perigosíssimo fazer entregas em cemitérios, principalmente se a dita entrega for composta de elementos pesados, tais como carne, etc.
Além disso, mesmo nas encruzilhadas de rua tal tipo de procedimento dentro dos âmbitos da magia chega a ser, até mesmo ingênuo.
Oferenda entregue de vibração pesada, sangrenta só tem intuito de atraírem correntes negativas e se destinam tão somente a entidades vampiras e atrasadas, os Quiumbas ou mesmo os Exus Pagãos, os rabos de encruza.
Uma oferenda destas que constantemente se ver por ai arriadas e de forma vergonhosa ligadas a Umbanda são alvos de sentimentos negativos das próprias pessoas que passam e lançam olhares tristes em sua direção, colocando tal oferenda debaixo de vibrações ainda piores. Como alguém espera bons efeitos de uma coisa dessas?
O verdadeiro Exu Guardião não e aquele que solta palavrões nas sessões, ou que mata galinhas com os dentes e chupa o sangue.
Das duas, uma: ou é um “Quiumba” se fazendo passar por Exu, ou o próprio médium colocando para fora, em nome do Exu, seu inconsciente machucado e turbulento.
Há também, para tristeza dos que ama a Umbanda, aberrações tipo aquele velho conceito de se comparar o Exu Pomba Gira a uma...ah...Prostituta.
Conceito este talvez fundamentado no velho jargão de que Pomba Gira ‘’e mulher de Sete Exus.
A verdade seria de que, de Sete exus, Pomba Gira é a única feminina.
Para alguns a mulher de Sete Orixás, ao qual esta afirmação considero a mais sensata.
Geralmente as entidades que se identificam como mulheres da vida são as ditas “Marias-Padilhas”, “7” Saias e outras, que estouram astral e emocionalmente os médiuns que utilizam.
É preciso muito cuidado com as “Marias e outras”, pois se não são os próprios médiuns botando para fora suas mazelas, são Quiumbas terríveis, que levam estas pessoas as mais baixas condições.
A verdadeira Pomba Gira e seu corrente combate toda perturbação relacionado ao lado sexual e não promove a sua pratica deturpada.
Mas voltando aos Exus de 2ºciclo, são aqueles que manipulam as chamadas energias livres, aquelas energias que promovem e mantêm a vida.
As secreções, tais como o sangue e o esperma estão dentro desta categoria energética, sendo estes Exus os guardiões dos locais onde se movimentam estas energias: matadouros, prostíbulos, etc.
Todos estes Exus são comandados pelos Exus de 3ºciclo, estando debaixo da legião do Exu Pinga-Fogo e ligados diretamente ao Exu caveira, seu comandante-mor.
Os Exus de 1ºciclo são aqueles emissários guerreiros que habitam a linha divisória das sombras para as trevas, estão sobre os comandos dos Exus das Almas, embora sejam trabalhadores do combate aos Quiumbas, ainda sim podem ser subornados.
Pois ainda tem uma ligação muito forte com seus vícios e costumes antigos, alem de terem tido poucas e às vezes nenhuma encarnação.
Os Exus não são bons nem maus, estão apenas cumprindo a sua missão, obedecendo a ordens ditadas de cima para baixo, cumprindo a sua parte na manutenção da harmonia do Universo, ou seja, obedecendo a Justiça e as leis que regem a roda do destino.
São senhores do livre arbítrio.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

contra o preconceito religioso

Nós filhos de Umbanda e das Religiões afro-descendentes, não somos melhores que ninguém, apenas temos o direito de ser o que somos, por isso postarei mais uma vez esta entrevista, em especial para um Preconceituoso chamado AMAURI COLARES, vereador de Manaus, da atual gestão 2012.


Os grupos de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas já divulgaram, desde a quinta-feira (13), pelas 8 mil casas de candomblé e umbanda de Manaus, uma carta repudiando o informativo distribuído pelo vereador e candidato à reeleição, Amauri Colares (PSC), que destaca as ações da bancada evangélica da Câmara Municipal contra os religiosos de raízes africanas e a criação do “Parque dos Orixás”.

Para Jean Marius Clement, membro da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), a postura do vereador Amauri Colares destoa do comportamento que se espera de um homem que recebe um mandato público. “A gente fica indignado com tudo isso. 
Amauri Colares-Vereador preconceituoso de Manaus, que distribui folhetos na cidade contra a Umbanda e o Candomblé.


Esta mensagem e pra você que se acha sabedor da verdade:

Entrevista e elogio feito por um amante do Saber

Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoado em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano: 
 
"Cara Dra. Laura,

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levíticos 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate. Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las: 


a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia ?
 
b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela? 

c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19- 24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa. 

d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso ? Por que eu não posso possuir canadenses? 

e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo? 

f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto? 

g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho? 

h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer? 

i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas ? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco).
 
j) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)? 

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável. 

Seu discípulo" 

P.S. Restam ainda algumas dúvidas com relação ao Novo Testamento -  Claro que em Romanos 1:18-29 também diz que a homossexualidade é abominação contra a natureza, o que fecha o círculo contra qualquer argumento contrário. Gostaria, portanto, sem abusar de sua boa vontade, que me ajudasse a resolver os seguintes pontos sobre os quais tantos apostatam da palavra de Deus. 

1. O que fazer com as mulheres que pregam, oram ou cantam nas igrejas, o que é terminantemente proibido em I Cor. 14:34-37 e em I Tim 2:10-15. Devem ser entregues a Satanás para a destruição da carne conforme: I Cor. 5:5 e I Tim. 1:20?
 
2. Que atitude tomar com as mulheres que assumem liderança, que não são submissas a seus maridos e usam jóias e tranças, o que a palavra de Deus diz que não deve acontecer em I Tim. 2:9-15, Tito 2:5, Efé. 5:22-24 e Col. 3:18? 

3. As mulheres que cortam o cabelo e não usam o véu, I Cor. 11:2-16, devem ser expulsas da Igreja depois de exortadas duas vezes, como manda Mat. 18:15-19? 

4. Já que o conselho é para que o homem não toque mulher, I Cor. 7:1 e 27, não seria legal incentivar as mulheres a tocarem os homens, permitindo assim que nos divirtamos um pouco, sem desobedecermos a palavra de Deus?
 
5. Temos que começar um movimento de restauração da escravidão para que Efé. 6:5-9, Col. 3:22, I Pe. 2:18, I Cor. 7:20-24 e I Tim. 6:1-2, onde temos preciosos mandamentos de como tratar escravos e de como eles devem se comportar, possam ser obedecidos? 

6. A instrução de não comer com os desobedientes, II João 10-11, I Cor. 5:11, e nem saudá-los, inclui acenos e ois e comer no mesmo restaurante com eles?

Eu sei que a senhora tem estudado todas as escrituras extensivamente, por isso estou certo de que pode ajudar a esclarecer esses detalhes. De novo, muito obrigado por lembrar-nos sempre de que a palavra de Deus deve ser seguida ao pé da letra! Seu discípulo devoto!
   

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O SENHOR OGUM - Parte 3 - Orações


ORAÇÕES DO ORIXÁ OGUM

Podemos observar que nas orações de Ogum a uma grande influência do sincretismo cristão.
Mais os efeitos dentro da Umbanda são incontestáveis, pois como costumo dizer a Fé remove montanhas.
Ogunyê meu Pai, Patacorí Ogum, Sarava suas forças.


Oração de São Jorge (Ogum)

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. 
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.  Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições.
Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.  Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza.
E que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

Oração de São Jorge (Ogum)

Chagas Abertas Sagrado Coração todo amor e bondade, o sangue do meu Senhor Jesus Cristo, no corpo meu se derrame hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado com as armar de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem pensamentos eles possam ter para me fazer mal.
Armar de fogo ao meu corpo não alcançaram, facas e lanças se quebrem, sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentem, sem ao meu corpo amarrar.  Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, e a Virgem Maria de Nazaré me cubra com o seu Sagrado e Divino manto, me protegendo de todas as dores e aflições, e, Deus com sua Divina Misericórdia e Grande Poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos carnais e espirituais e de todas as suas más influências.
E que debaixo das patas do cavalo de São Jorge meus inimigos fiquem humildes e submissos a Ti, Senhor, sem se atreverem a ter um pensamento sequer que me possa prejudicar.  Assim seja com o poder de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria de Nazaré, de São Jorge e da Falange do Divino Espírito Santo.

 

Prece ao Senhor Ogum de Ronda


Salve Ogum de Ronda! Salve meu Pai Ogum!
Eu te rogo Senhor das Guerras, vencedor de batalhas e de causas difíceis. Eu vos imploro neste instante para que me auxilie nesta minha necessidade (fazer o pedido).
Na minha caminhada tenho sempre lutado sozinho (a). Na realidade, nada tenho conseguido.
Assim, hoje venho diante de ti rogar a tua misericórdia, para que eu seja vitoriosa, pois nas tuas batalhas nunca temeste a ninguém e eu, Imbuída de coragem e fé.
Estarei confiante que armada com a tua espada vencerei todos os obstáculos que houver na minha vida material e espiritual.

Prece a Ogum


Ogum, meu Pai – Vencedor de demandas, Poderoso cumpridor das Leis, chamar-vos de Pai é honra, é esperança, é vida. Vós sois meu aliado no combate as minhas inferioridades. Mensageiro de Oxalá – filho de Olórun, Senhor, vós sois o domador dos sentimentos espúrios.
Depurai com vossa espada e lança minha consciente e inconsciente baixeza de caráter. Ogum, irmão, amigo e companheiro, continuai na vossa ronda em perseguição aos defeitos nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso orixá, reinai com vossas falanges de milhões de guerreiros vermelhos e indicai, por piedade, o bom caminho para o nosso coração, consciência e espírito. Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam o nosso ser.
Ogum, senhor da noite e do dia e dos quatro elementos, livrai-nos das tentações e apontai o caminho do nosso ser para vós.
Vencendo convosco, descansaremos na Paz e na Glória de Olórun. Patacori Ogum!Glória a Olórun!
Oração a São Jorge

São Jorge, também invocado como padroeiro dos escoteiros e de tantas nações, não nos importamos se muitos dizem-no ser uma lenda, por derrotares um dragão. Não importa que este dragão seja real, mas o que derrotastes é o que precisamos todos derrotar: o Inimigo que nos cerva para impedir as graças que Deus nos deseja tanto dar e arrastar-nos com ele aos abismos.
Glorioso são Jorge, jovem são Jorge, não foi por pouco que fostes declarastes santo e padroeiro de tantas cidades que vos prestam veneração. Pelo-Vos que intercedais por mim para que alcance de Deus a mesma convicta fé, principalmente nos momentos mais difíceis que devo passar. Que nada me amedronte.
Sede meu intercessor e que vossa espada esmagai a satanás e seus sequazes que nos impede de sermos mais felizes e entusiasmados. Amo-Vos e creio em Vossa santidade e vos peço perdão por todos aqueles que vos resumiram em lendas para destruírem vossa santa imagem. Por Cristo Nosso Senhor, tomai conta de mim e de minha amada família.

Oração a São Jorge

Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, traga em vosso rosto a esperança e abri os meus caminhos.
Com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, eu andarei vestido, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal.
Armas de fogo ao meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo tocar.
 Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, derrote também todos os problemas que por ora estou passando.
Ó Glorioso São Jorge, em nome de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo estendei-me seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a vossa força e grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais.
Ó Glorioso São Jorge, ajudai-me a superar todo o desânimo e a alcançar a graça que agora vos peço (Faça agora seu pedido justo).
Ó Glorioso São Jorge, neste momento tão difícil da minha vida eu te suplico para que o meu pedido seja atendido e que com a sua espada, a sua força e o seu poder de defesa eu possa cortar todo o mal que se encontra em meu caminho.
Ó Glorioso São Jorge, dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido.
Ó Glorioso São Jorge, traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, ao meu lar e a todos que estão em minha volta.
Ó Glorioso São Jorge, pela fé que em vós deposito: guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal.

Oração a São Jorge

Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos.
Eu andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza.
Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (pedido).
Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O SENHOR OGUM -Parte 2


O SENHOR OGUM -Parte 2



Ogum é o arquétipo do guerreiro, bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular, tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. 

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo yoruba. 

Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou, porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu Pai, *Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. 

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas, mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte, assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. 

É, pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual, assim sendo, Ogum também gosta de vir à frente.

A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos (e o abandona nos momentos de prazer e gozo), é fácil nesse sentido, entender a popularidade de Ogum.
Em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam. Exu (a magia) e Ogum (a guerra).

Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta. Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador, mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado, ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas, gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa, Ele gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila, não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos, a violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente.

Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave, quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.

Existem vários Falangeiros de Ogum, mas Ogum Xoroquê merece um destaque específico, pois é um Orixá masculino duplo, ou seja, possui duas formas diferentes de manifestação, é associado à irmandade e afinidade estreita de Ogum com Exu, pois passa seis meses do ano como Ogum e os outros como Exu, sendo considerado guerreiro feroz, irascível e imbatível.

A FALANGE DO ORIXÁ OGUM, basicamente é composta de 7 Linhas , mais com milhares de espíritos que o representa nas diversas casas de Umbanda e de outras denominações religiosas, mais que cultuam este Orixá de Guerra, citarei algumas mais conhecidas:

Falanges de Ogum Beira-Mar.
Falanges de Ogum Rompe-Mato.
Falanges de Ogum Megê.
Falanges de Ogum Naruê.
Falanges de Ogum Matinata.
Falanges de Ogum Yara.
Falanges de Ogum Dele (ou Ogum de Lei).
Falange Ogum Xoroquê.

Ogum Beira-Mar

Também conhecido como Ogum do mar ou Ogum das Ondas. Na areia molhada é considerado Beira-Mar e nas ondas como Ogum Sete Ondas.
Vibra nas cores vermelha e branca, onde branco e Oxalá e vermelho é o fogo a luta. Ele atua rondando a calunga grande (mar, oceano) ou reino de Yemanjá na areia molhada, sendo que o material comumente usado em suas obrigações constitui-se de pano branco com bordas vermelhas, sobre o qual serão assentados os outros materiais, velas brancas e vermelhas e cravos brancos e vermelhos, cerveja branca, charutos e fósforos.

Ogum Rompe-Mato

Sua falange trabalha cruzada com Oxossi rondando as matas ou também as pedreiras onde é conhecida como Ogum das Pedreiras e neste caso trabalha cruzado com Xangô.
Vibra nas cores branca e vermelha, ou muitas vezes verdes e vermelhas combinado com o branco. Normalmente o verde e o vermelho são usados para Ogum das Pedreiras, pois a combinação destas duas cores gera o marrom. Ogum Rompe-Mato aceita obrigação na entrada das matas, enquanto Ogum das pedreiras em volta da pedreira, o material usado e o mesmo que para Ogum Beira-mar, com exceção da vela que é toda vermelha para Rompe-Mato e uma vermelha e outra verde para Ogum das Pedreiras.

Ogum Megê

Sua falange é responsável pela ronda da calunga pequena ou cemitério, trabalhando na calçada que o cerca. Lida diretamente com a Linha das Almas. Vibra nas cores branca e vermelha e aceita obrigações na calçada da calunga pequena, em qualquer ponto a sua volta.
O material usado na sua obrigação consta de vela branca e vermelha, cerveja branca, charutos acesos, cravos vermelhos e brancos, espada de Ogum, tudo assentado sobre um pano vermelho com bordas brancas.

Ogum Naruê

Esta falange de Ogum trabalha desmanchando a magia negra, operando dentro da linha das almas, exercendo especial domínio sobre as almas quimbandeiras.
Aceita obrigações junto com Ogum Megê, embora também as aceite dentro do cemitério, dentro da macaia (local na mata onde se realizam cerimônias rituais) ou em qualquer lugar onde possam atuar as almas.
Vibra nas cores branca e vermelha, e em suas obrigações, que são iguais as de Ogum Meg6e, costuma-se acrescentar uma pedra-ímã.

Ogum Matinata

Junto com suas falanges, defende os campos onde se assentam as obrigações para Oxalá, principalmente nas colinas floridas. É uma falange muito difícil de incorporar e, por isso, poucos médiuns conseguem tê-lo como guia. Vibra nas cores branca e vermelha, com maior predominância do branco.
Em suas obrigações aceita vela branca e vermelha, charutos claros, cerveja branca, cravos brancos, tudo assentado sobre o pano branco com bordas vermelhas, entregue em campos de Oxalá, não é a linha que vibra diretamente com este.

Ogum Yara

É a falange de Ogum que ronda os rios, lagos e cachoeiras, é o grande colaborador dos trabalhos de oxum. Vibra nas cores branca e vermelha e algumas vezes com verde e vermelho simbolizando a mata, já que normalmente estes campos sagrados se encontram dentro dela. Aceita obrigações nos rios, lagos e cachoeiras, com o mesmo material usado para obrigações de Ogum-Beira-Mar.

Ogum Dele ou Ogum de Lei

Esta falange carrega a vibração pura de ogum.
Efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que rege os reajustes Kármicos. Vibra nas cores branca e vermelha e suas obrigações são oferecidas em qualquer lugar do mundo, desde que seja no tempo.
O material normalmente usado é o mesmo para Ogum Matinata, porém, acrescido de uma vela branca oferecida para o tempo.

Ogum Xoroquê

Considerado um Orixá que se manifesta com associado e extremamente afinado com Exu, passando seis meses do ano como Exu, sendo considerado o Ogum mais guerreiro, irado e imbatível.


Falanges de Ogum em outras Linhas Africanas


Ogum Olode: epíteto do Orixá destacando a sua condição de chefe dos caçadores.

Ogum Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido: um de seus nomes em razão da sua preferência em receber cães como oferendas, um dos seus mitos o liga a Oxaguiã e Yemanjá quanto à sua origem e como ele ajudou Oxalá no seu reino, fazendo ambos um trato.

Ogum Meje: aspecto do Orixá lembrando a sua realização ao conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar o seu filho Adahunsi.

Ogum Waris: nessa condição o Orixá apresenta-se muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação Patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um dos seus mitos narra que ele ficou momentaneamente cego.

Ogum Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.

Ogum Masa: Um dos nomes mais comuns do Orixá, segundo os antigos é um aspecto benéfico do Orixá quando assim ele se apresenta.
Ogum Soroke: apenas um apelido que Ogum ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke = mais alto.

Ogum Alagbede: nesse aspecto o Orixá assume o papel de pai do caçador e esposo de Yemanjá Ogunte (uma outra versão de Yemanjá) segundo um de seus inúmeros mitos. 


CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OGUM, Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. 

Os homens e mulheres que têm Ogum como seu Orixá de cabeça, vão ter comportamentos diferentes, de acordo com os segundos e terceiros Orixás que os influencia ajuntós (adjutores). 

De qualquer forma, terão alguns traços comuns: são conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade.

Um trabalho que exija rotina tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande, a franqueza absoluta, chegando mesmo à falta de tato. 

Costumo dizer que o filho de Ogum quando abre a boca, tanto fere quanto cura, pois suas palavras são sempre usadas no seco, ou melhor, curto e grosso, mais, sobretudo sincero e determinado.


O Homem de Ogum: O filho de Ogum e um guerreiro também nos assunto do coração. Passional, sempre empenhado em manter o jogo da conquista, é um amante completo. Ativíssimo sexualmente, superprotetor com a pessoa amada, interessado em satisfazer-lhe as vontades, o companheiro de Ogum garante a sua parceira uma vida feliz em todos os sentidos. Por isso mesmo é um homem muito cobiçado pelas mulheres. E como sente necessidade de viver em permanente estado de paixão, torna-se presa fácil às aventuras amorosas.

Isso gera grandes conflitos internos nele e na pessoa amada. Mais como paciência e uma das poucas características de Ogum, quando o filho se sente pressionado ou sufocado ele parte logo para outro objetivo, pois não costuma se prender e perder tempo.



A Mulher de Ogum: A protegida de Ogum é uma mulher que reúne as características femininas e masculinas. Bonita e sensual por fora, ela pensa com cabeça de homem. Justamente por ser assim, expõe-se mais que as outras mulheres e destaca-se em qualquer lugar, também é esse seu lado masculino muito forte que a afaz prezar a sua liberdade e independência acima de tudo, com reflexos na vida afetiva.
É a mulher de Ogum quem conquista o homem e é ela também que o dispensa quando não o quer mais, essa característica faz dela uma mulher difícil para parceiros machistas. Mas conquista-la não e uma tarefa difícil e sim mantê-la sob domínio.
Ela precisa de um companheiro por quem tenha grande admiração ou do qual dependa de alguma forma.
E esse homem, por sua vez deverá aprender a conviver com muitas cenas de ciúmes.

A RELAÇÃO AMOROSA DOS FILHOS:


Filhos de Ogum juntos: ambos são extremamente ordeiros e prezam a individualidade de cada um.
O relacionamento e sólido, forte e duradouro, tendo por base a amizade.

Filhos de Ogum com filhos de Oxossi: Os dois costumam ser infiéis.
A indecisão de Oxossi incomoda o prático Ogum. O relacionamento será proveitoso no campo profissional.

Filhos de Ogum com filhos de Xangô: união difícil, mas não impossível.
Xangô gosta de mandar e Ogum detesta ser mandado. O tempo pode tornar a relação mais suportável.

Filhos de Ogum com filhos de Yansã: é o par perfeito, ambos são guerreiros, energéticos, trabalhadores, não tem medo das situações ruins.

Filhos de Ogum com filhos de Oxum: Ogum se encanta com a meiguice de Oxum. União com equilíbrio e segurança.

Filhos de Ogum com Oba: o espírito de renuncia de Oba aborrece o seguro Ogum, que terá que se esforçar e crescer.

Filhos de Ogum com Logum: a jovialidade de Logum atrai a vivacidade de Ogum.
União benéfica e proveitosa.

Filhos de Ogum com filhos de Nana e Obaluaê: a união terá como base à amizade.
Ogum considera estes filhos lentos demais para sua vida, a menos que estejam prontos para servi-los.

Filhos de Ogum com filhos de Ossãim: construção de relacionamento no âmbito profissional; forte amizade.

Filhos de Ogum com filhos Oxumaré: a ambição de Oxumaré conquista Ogum.
Forte ligação sexual.
É preciso estar atento para que o egocentrismo de ambos não prejudique a relação.

Filhos de Ogum com filhos de Ewá: as fantasias fazem com que o relacionamento se torne cansativo, fazendo que Ogum não aceite, irritando as filhas de Ewá.

Filhos de Ogum com filhos de Yemanjá: a docilidade das filhas de Yemanjá preservará a harmonia e a união. Convém apenas ter cuidado com ciúmes exagerados.

Filhos de Ogum com filhos de Oxalá: o encontro de ambos torna o relacionamento passível de desentendimentos, mas Oxalá preservará o ambiente em paz.

TENDÊNCIAS PROFISSIONAIS, Os filhos de Ogum são amantes dos desafios e se adaptam melhor quando precisam usar a força física, seja ela mental também. São exigentes, e exigem uma remuneração a sua altura, pois não costumam ficar feliz com situações difíceis no lado financeiro, vão a luta constante por melhoras e acabam por conseguir o que querem. Os colegas de trabalho acham difícil conviver com os filhos de Ogum, que é sempre metódico e líder nato. O raciocínio rápido faz valer sua verdade sobre a de todos os outros, o que pode tornar penoso o relacionamento diário, é um excelente estrategista devido a sua personalidade lógica e resoluta. As profissões mais indicadas para os filhos de Ogum são:

Administração Comercial e rural.
Comercio exterior.
Computação.
Mecânica.
Alimentos.
Educação Física.
Arquitetura e Engenharia.
Mineração
Industria em geral.
Forças Armadas.
Policia.
Detetive.
Serviços médicos.
Curandeirismo ou Líder Espiritual.
Artes em Geral.
Oceanografia.

 



O MÉDIUM OU CAVALO DE OGUM, 

O Médium tem que incorporar no ponto de chamada, com a tipicidade da linha (caboclo, preto-velho ou criança), cumprir todas as ordens da hierarquia do terreiro, riscar o seu ponto individual, beber, fumar e dar seu nome, correndo o risco de se não cumprir tudo, ser chamada a sua atenção. Claro que tudo será feito com cautela e tempo de treinamento, para chegar a isso, o médium passa uma dificuldade de saber o que fazer dentro do terreiro. 

Ele está incorporado com o a Entidade, sentindo toda sua energia, mas ainda falta muito para dar o passo certo como cavalo bem domado, chegando mesmo em alguns momentos achar que o espírito se afastou, fato explicado pelo impulso mental do médium.  Tipos mais comuns de médium são os conscientes, aquele que sabe o que está acontecendo, mas não tem o controle das palavras e dos gestos. É o que chamamos de terceira energia.

Vejam como funciona: existe uma fusão do espírito do médium com o espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. É impossível a comunicação pura do espírito mais a graus de alta evolução na Incorporação, principalmente se o médium for exemplo perante a espiritualidade, são os chamados médiuns inconscientes. 

Com a decisão do Zelador chefe da casa e do Chefe Espiritual, as Entidades assentadas no médium começam a ganhar liberdade para explorarem melhor seu cavalo. Usando características marcantes como; os cachimbos, charutos, pito, marafo e espumosas etc.

Daí para riscar o ponto é bem mais rápido.

Descreverei algumas recomendações para um bom desenvolvimento mediúnico:

Não procurar, sob nenhuma hipótese, tentar adivinhar o nome do espírito, nem querer riscar o ponto sem antes estar bem assentado com a entidade;
Não tentar dar avisos e recomendações a ninguém nem ter ciúmes do espírito e não pensar que ele é seu, porque espírito não tem dono.
Não se sentir inferior aos outros médiuns mais desenvolvidos, pois o que importa para espiritualidade são sempre suas atitudes e ter muita paciência e nunca achar que a mediunidade vai lhe ajudar a enriquecer ou ate mesmo fazer com que você consiga um ótimo emprego.
O sucesso esta dentro de seu coração sempre, se você tiver esta convicção vencerá sempre e com toda certeza seus guias obterão mais espaço para explorar sua mediunidade e ajudar a quem precisa, pois como costumo dizer.
Na Umbanda os médiuns mais comuns são os de incorporação e os de intuição.


BIBLIOGRAFIA_______________________________

Orixás -Deuses Iorubas na África e no Novo Mundo – Pierre Fatumbi Verger – Editora Corrupio.

O Candomblé no Maranhão. São Luís: Gráfica Alcântara, 1984.

FERRETTI, Mundicarmo. Tambor de Mina, Cura e Baião na Casa Fanti-Ashanti. São Luís: SECMA, 1991 (Lp e encarte).

Manual dos Chefes de Terreiros e Médiuns de Umbanda – José Antônio Barbosa, 1960 – São Paulo.

A Cartilha da Umbanda – Cândido Emanuel Félix, 1972 – 2ª ed. Ed. ECO.

Os Orixás e a Lei da Umbanda – Byron Tôrres de Freitas e Wladimir Cardoso de Freitas, 1986 – (Código Sacerdotal Umbandista e Afro-Brasileiro) 3ª ed. Ed ECO.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Umbanda

Livro “Almas e Orixás na Umbanda” – Babalorixá Omolubá – Ed. Pallas. – Rio de Janeiro/1996.