sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Chacra dos Pretos Velhos

Texto Pesquisado por Ronaldo Jatapequara em 04/11/2011
 
O Chacra dos Pretos Velhos

Todo o ser humano possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes, em sânscrito).
Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico.
Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.

Chacra - Básico ou Sacro

Na Umbanda este ponto de corresponde à vibração das Almas (Almas, Pretos-Velhos e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira.
Conhecido no Hinduísmo como Muladhara. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física, atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc.
Sua energia é o *KUNDALINI ou Fogo Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza.
Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas.
Sua vibração de cor atuante é o Violeta, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis.
O médium distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos membros inferiores, assim como também o ativamento dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chacra.
Isto exposto salienta que a chave principal na mecânica da incorporação precisa estar em harmonia fluídica com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o Chacra.
Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento mediúnico, deveria sempre obedecer à única e exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento do médium.
As *Fixações para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas, obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.

Obs: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos médiuns videntes, quando permitido.

*KUNDALINI - Espécie de torrente de fogo líquido a subir pela coluna vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada a uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra.
Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e hora, a influência primária a que ele pertença.
*Fixações - Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor penetração das diversas influências espirituais. São consideradas como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que fazem parte da Ritualística da Umbanda.

Chacras
Cores no Corpo
Vibração de Cor Pura
Pétalas Etéreas
Planeta Regente
Sacro
Almas
Vermelho com Tons Azuis
Violeta
4 Quatro
Saturno

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Umbanda trabalha com várias linhas e particularidades, tais como:

·         "Umbanda tradicional" - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes";
·         "Umbanda Popular" - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixas Africanos";
·         "Umbanda Branca e/ou de Mesa" - Com um cunho espírita - "kardecista" - muito expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas - "kardecistas - como fonte doutrinária;
·         "Umbanda Omolokô" - Trazida da África pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;
·         "Umbanda Traçada ou Umbandomblé" - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessoes diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;
·         "Umbanda Esotérica" - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: "conjunto de leis divinas";
·         "Umbanda Iniciática" - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sanscrito;
·         "Umbanda de Caboclo" - influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como "Caboclos";
·         "Umbanda de pretos-velhos" - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;
·         Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra Umbanda.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Obrigação de Cosme e Damião

LINDA OBRIGAÇÃO DE COSME E DAMIÃO REALIZADA NA FRATERNIDADE DE UMBANDA DIVINA LUZ, COM A PRESENÇA DE AMIGOS DA CASA E VÁRIOS CABOCLOS, COMO:
SEU ROMPE-MATO,
CABOCLA MARIANA,
CABOCLO ROXO,
CABOCLO JOSEANO,
MARINHEIRO DANIEL,
ERÊ CABOCLINHO DE ALDEIA,
MARIAZINHA,
COSMINHO, ETC.

MANAUS, 04 DE OUTUBRO DE 2011



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Festa de Cosme e Damião - Terreiro Pai Zéferino


Festa de Cosme e Damião no terreiro de Pai Zeferino e Caboclo 7 Flecha e Zé Raimundo, dia 27 de Setembro de 2011.
Bairro da Cachoeirinha, Rua Ipixuna.
Babalorixa Sr. Ildemar.

Grande festa com muitos presentes, uma linda gira para Cosme e Damião. Com presença de várias entidades da Umbanda, tais como:
Zé Raimundo(Caboclo de Légua)
7 Flecha (Caboclo de Pena)
Pai Joaquim de Angola, e vários outros Erês).

Grande força presente de Joãozinho e Mariazinha, que balançava nossos corações, é uma linda casa de Umbanda em Manaus, Salve a Umbanda.

domingo, 25 de setembro de 2011

Iniciando os Trabalho;Setembro;2011

Inicio dos trabalhos em setembro de 2011, Fraternidade de Umbanda Divina Luz.
O objetivo da Fraternidade este ano e trabalhar para  adquirirmos novamente nosso terreno para construção da nova sede da Fraternidade, estamos com planos para Iranduba.
Ogum nos guiara sempre, vamos nos.
Salve a Umbanda.


domingo, 21 de agosto de 2011

FUNDAMENTOS DE UMBANDA -02

Defumação:
A defumação é essencial para qualquer trabalho nos terreiros de umbanda: O corpo físico e seus agregados sutis (duplo etérico, corpo astral, mental), coletam durante o dia no seu contato social (pensamentos, ambientes), todos os tipos de emoções, cargas que estão no ar, que se grudam no duplo etérico causando altas densidades, influenciam todo o sistema aurico e podem causar bloqueios. Pois estas pessoas todas se dirigem ao terreiro. Essa concentração de pessoas, que levam consigo, toda essa carga, formam um grupo com variados problemas, pois essas formas-pensamentos que acompanham seus criadores, adentram o centro espiritual.
A defumação tem a função de desagregar essas cargas negativas. A preparação para as ervas a serem queimadas, precisam de um ritual especial, serem colhidas na lua certa, queimadas em vaso de barro (neutro). A fumaça não pode irritar as pessoas, a função é além da fumaça leve que deve estar acima da cabeça das pessoas agindo com leveza sem poluir o ambiente, é principalmente pela sua função aromática.
Uma boa defumação pode ser feita com cravo, canela em pau, erva-doce, sempre feita dos fundos para frente, acompanhada com um ponto cantado adequado a situação.

Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais de Umbanda, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira.

Os verdadeiros pontos cantados, são os chamados de raiz (são os pontos ensinados pelas próprias entidades). Apesar disso, há uma gama infinita de pontos desconexos sendo entoados por ai. Um verdadeiro ponto evoca imagens fortes e atingem lá dentro do coração e da emoção a verdadeira fé', pura e simples.

Os pontos cantados servem para impregnar certas energias e desimpregnar outras, de acordo com o ponto, uma vez que cada linha representa um imagem, traduz um sentimento inerente a vibração daquela entidade que o canta, ou que o trás, existindo por trás deles uma freqüência toda especial, que se modifica de acordo com a Linha Espiritual :

Oxalá - Sons místicos;
Ogum - Sons vibrantes;
Oxossi - Sons afinados com a natureza e sua harmonia;
Xangô - Sons graves;
Yorimá - Sons melancólicos;
Yori - Sons alegres, predispondo ao bom ânimo;
Yemanjá - Sons suaves, destinados à renovação afetiva e emocional.

 Fonte: Sociedade Espírita Mata Virgem

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam, ingenuamente tratar-se dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Não é bem assim. Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza, os chamados "Tatwas". Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direciona-lo corretamente, afim de libera-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, ou sons graves e guturais emitidos pelos Pais-Velhos quando incorporados, são o chamados mantras; cada entidade emite um som de acordo com a linha que trabalha, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes."
Mestre W.W. da Mata e Silva


Por que tirar os sapatos na hora de se entrar num congá (congar) ?
O grande mestre Matta e Silva nos explica :
"Nós, umbandistas, consideramos o conga', mesmo sem "santos" no altar, um lugar imantado, onde forma fixadas certas forcas ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forcas ou ordens, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele. 
Assim, é de obrigação se tirar o calcado, visto este objeto ser anti-higiênico, pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por querermos estar em ligação desembaraçada com o elemento terra, sabendo-se que esta é o escoadouro natural das vibrações ou ondas eletromagnéticas."

FUNDAMENTOS DE UMBANDA


Newton Carlos Marcellino
Para tentar explicar como se dá a comunicação entre os planos espiritual e material, grosseiramente, podemos imaginar essa comunicação através de freqüências.
O rádio, a TV, o celular são exemplos. Estes aparelhos emitem freqüências de um ponto, o transmissor, até outro ponto, o receptor. As freqüências não se cruzam porque uma é mais forte do que a outra. O receptor recebe apenas a freqüência na qual está programado.
Analogamente, se imaginarmos que nossos pensamentos são como freqüências e as vibrações emitidas pelos espíritos também são freqüências, podemos dizer que são essas freqüências que ligam espíritos e matéria, onde conseguimos nos conectar com os espíritos de acordo com nossos pensamentos e atitudes, logo, pensamentos baixos atraem espíritos de camadas mais inferiores do plano espiritual, e pensamentos mais elevados, atraem espíritos mais elevados.
Quando nos dirigimos ao terreiro, dependendo de como foi nosso dia, nossa semana, nós estamos vibrando numa freqüência tal que pode interferir nos trabalhos, ajudando ou atrapalhando. Um dia vivido em torno de brigas e discussões, alimentação pesada, pensamentos voltados para o ódio, má conduta, etc, deixam a freqüência muito baixa, atraindo espíritos que vibram numa esfera mais baixa, e isso faz com que o trabalho seja prejudicado. Um dia bem vivido, trabalhado e participativo nas coisas particulares, uma boa alimentação, bons pensamentos, preparação mental para a gira, faz com que nossa freqüência fique mais elevada, atraindo espíritos de esferas mais elevadas.
Para que os trabalhos não sofram variações excessivas de freqüências, para que se evitem a atração de espíritos de esferas inferiores e para o bom andamento da gira, é usado um artifício que acelera o processo para que todos, ou pelo menos a maioria, se concentrem no trabalho e eliminem pensamentos mais baixos, que é de cantar e bater palmas.
Como funciona?
Ao final de um espetáculo, um show, um discurso, normalmente as pessoas batem palmas para demonstrar àquele que se apresentou o agradecimento, por compartilhar aqueles minutos de entretenimento ou aprendizado. Se as palmas se estenderem por vários segundos, aos poucos elas vão entrando num ritmo e muito rapidamente todas as pessoas batem palmas no mesmo ritmo e, junto com essa sonorização, algo começa a acontecer: as pessoas começam a se sentir mais alegres, com vontade de rir, ou seja, as pessoas ali envolvidas começam a vibrar numa mesma freqüência, e inconscientemente, todas estão fazendo as mesmas coisas que as outras pessoas estão fazendo.
Já com o canto, logo de início, todos começam a cantar juntos, e isso faz com que a vibração das pessoas se equalize mais rapidamente.
Quanto mais cantamos, mais batemos palmas, mais rapidamente elevamos o nível de freqüência das pessoas, fazendo com que, momentaneamente, os problemas, a baixa auto-estima, as preocupações, sejam esquecidos, pois todos começam a prestar atenção no trabalho que está sendo realizado e isso ainda ajuda a absorver as informações que estão sendo passadas.
Com a freqüência estabilizada, os espíritos conseguem se aproximar mais facilmente de nós, permitindo assim que o trabalho transcorra com mais facilidade e de acordo com o pretendido pelos planos espiritual e material.
Para acelerar mais ainda o processo, usa-se o atabaque, pois o som emitido pelo atabaque ajuda a igualar o ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, fazendo com que, por exemplo, para quem chega muito afobado, o ritmo cardíaco é normalizado, diminuindo a afobação, ou para quem chega muito para baixo, com o aumento do ritmo cardíaco, ajuda na elevação da auto-estima. Com base nisso, por estarmos cantando e batendo palmas, além de estarmos mudando nossa freqüência, também estamos praticando caridade, por já estar ajudando outras pessoas.
Com todos participando, batendo palmas e cantando, o clima do terreiro já fica muito melhor, pois todos estão ajudando, focados num mesmo objetivo.
No plano espiritual, os guias preparados para o trabalho, aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, e assim que nossas freqüências começam a se igualar, eles se aproximam e iniciam o processo de incorporação.
Quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos dizendo para os guias que já estamos prontos e podemos começar a incorporar.
Normalmente, no processo de incorporação, os guias cantam, muitas vezes para si, para que seja mais fácil ainda, e no caso de um guia estar trabalhando no desenvolvimento de um cambono, o guia canta para o cambono ouvir o ponto e elevar sua freqüência para facilitar a incorporação.
Cantamos pontos para ajudar a desincorporação, facilitando assim a “subida” dos guias que levam com eles todo e qualquer tipo de fluído ou influência que possa atrapalhar o médium.
Os pontos cantados trazem mais energia do que podemos imaginar. Quando feitos pelos guias, são conhecidos como “pontos de raiz” e as palavras não podem ser mudadas, pois toda a mironga feita pelo guia está nas disposições das palavras. Quando feita pelo homem, as palavras podem ser mudadas e adaptadas para que fiquem bem arranjadas.
Se prestarmos atenção, alguns pontos parecem não fazer sentido, mas quando cantados, no ritmo certo, acabamos fazendo as mirongas que estão escondidas nos pontos. É por isso que alguns pontos possuem palavras conjugadas de maneira errada ou em tom bem caipira, pois essas palavras foram inseridas nos pontos propositalmente, para poder servir como “palavras mágicas” a serem proferidas por todos, ou seja, os sons que essas palavras produzem é que produzem os efeitos requeridos.
Alguns pontos, quando entoados, podem afastar diversos males, como espíritos obsessores ou pessoas que tentam derrubar o terreiro.
Há pontos de saudação, para defumação, para firmeza, para afastar quiumbas, para descarrego, para despedida, para provocação, para cruzamento de linhas, para cruzamento de falanges, etc. Cada um deve ser cantado de acordo com sua finalidade para o bom andamento do trabalho.
Alguns pontos devem ser evitados cantar tanto dentro do terreiro quanto em nossas casas, pois eles podem atrair maus espíritos. Pontos que falam muito de cemitério, morte, ou qualquer tipo de bestialidade devem ser evitados.
Os atabaques não são simplesmente caixas de madeira com um couro para se batucar, eles são preparados e energizados para o trabalho logo que são trazidos para o terreiro.
Ao ser entregue no terreiro, primeiro é trocado o couro que vem com o atabaque, para eliminar os fluídos de “comércio” que foram depositados sobre ele na loja que o comercializa; depois, são feitos os primeiros preparos de limpeza do atabaque; em seguida, o guia chefe da casa cruza o atabaque iniciando o processo de mironga que será depositada sobre o atabaque. São colocados patuás de acordo com o guia que será o “dono” do atabaque e são feitas rezas sobre ele para fortalecer a energização.
O ogan chefe, ou atabaqueiro chefe, pede forças e energia para o guia, dono do atabaque, para que sejam depositados os fluídos necessários no couro, e toca o atabaque pela primeira vez para que sejam abertas as forças que regerão o atabaque. Em seguida o atabaque é entregue ao ogan que tocará o atabaque nos trabalhos.
Normalmente em um terreiro, os atabaques são múltiplos de três, mas são os guias que definem o número correto a ser utilizado nos trabalhos. O maior dos atabaques é o Rum, destinado ao guia que rege a casa; o segundo, é o Rumpi, destinado ao segundo guia que rege a casa ou ao guia que rege a coroa do pai ou mãe-de-santo fundadores do terreiro; o terceiro, e o menor deles, é o Lé, muitas vezes destinado à Exu ou a um guia homenageado pela casa. As ordens dos donos de cada atabaque são definidas pelos guias que regem o terreiro, podendo eles alterar essa disposição.
O Rum é sempre tocado pelo ogan chefe e só poderá ser tocado por outro ogan
desde que o ogan chefe permita. Ele, o Rum, serve para dar os primeiros toques nos pontos, repicar e conduzir os trabalhos. O Rumpi é tocado pelo segundo ogan, dando o ritmo do toque e mantendo a harmonia. O Lé é tocado pelo ogan iniciante, que ainda está em processo de aprendizado, seguindo sempre os toques do Rumpi.
Se um ogan de outro terreiro visitar a casa, este deve pedir autorização ao guia chefe para poder tocar o atabaque, e deverá ter permissão do ogan chefe para tocar o atabaque, que lhe direcionará ao atabaque próprio para receber um convidado (normalmente não é permitido ao convidado tocar no Rum).
Em terreiros tradicionais e candomblés, o ogan chefe sempre é considerado o detentor do conhecimento sobre as giras, assumindo sempre sete anos a mais de experiência sobre o pai ou mãe-de-santo. Isso se deve ao fato de que o ogan conhece todos os preparos para as giras, e é quem conduz a energia de sustentação dos trabalhos.
Os guias normalmente indicam os futuros iniciantes ao ofício de ogan, mas cabe ao ogan chefe permitir a entrada e designar o atabaque para o iniciante.
Um ogan mal intencionado pode derrubar uma gira apenas tocando o atabaque, e muitas vezes, consegue derrubar todo o terreiro. Para que se evitem problemas, há pontos chamados de provocação, onde o ogan do terreiro tenta quebrar as forças do ogan mal intencionado entoando pontos de quebra de forças e demanda.
Cada ogan tem sua função nas giras, além de tocar os atabaques e facilitar a corrente de energias. Um dos ogans, sempre volta sua atenção ao que acontece dentro do congá, mantendo o trabalho em equilíbrio e de acordo com as orientações do guia chefe; outro ogan tem sua atenção voltada à assistência, onde fica atento sobre possíveis problemas ou olhares de pessoas mal intencionadas; o terceiro ogan presta atenção de uma maneira geral, auxiliando os outros ogans.
Alguns terreiros de candomblé não permitem que mulheres sejam ogans alegando, segundo Mattos “(…) que elas não poderiam usar os instrumentos sagrados
por ficarem de pajé (menstruadas)” (pg. 93).
Ainda citando Mattos, “(…) porém, naumbanda, um indivíduo feminino tem totais condições de ser uma atabaqueira, sem problema algum. Se considerarmos que os Ogãs tem um poder divino, uma faculdade mediúnica musical, esta não vem com o gênero, e sim com o espírito e este por ter origem na essência divina, não tem sexo” (pg. 93).
Há outros instrumentos que são usados nos trabalhos para auxiliar os toques dos atabaques, como o agogo, chocalho, triângulo, pandeiro, berimbau, etc.
É importante que os filhos da corrente e a assistência participem das giras cantando e batendo palmas, pois sem essa união de forças dificultam o bom andamento do trabalho. Se não sabe o ponto, bata palmas, mas principalmente, preste atenção nos pontos, pois normalmente eles são curtos e repetitivos, fáceis de aprender. Para os pontos mais longos, que quase não se repetem, ou mesmo para aqueles pontos que são cantados em giras especiais, como de ciganos, marinheiros ou boiadeiros, os terreiros muitas vezes deixam disponíveis pastas com os pontos escritos, e em alguns casos, as pessoas se reúnem antes das giras para cantarem os pontos e aprenderem aqueles que não sabem.
Não é vergonha não saber os pontos, vergonha é não participar, não ajudar a cantar ou bater palmas, assim como achar que não tem voz boa pra cantar e por isso não cantar.
Cantar ajuda a todos, aos guias, aos médiuns, aos cambonos, a assistência, a afastar maus espíritos, más influências, miasmas no plano astral, energias negativas, e atrai sempre bons fluídos, boas energias e boas vibrações.

Bibliografia Consultada

Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda – Federação Espírita de
Umbanda – Editado pela Federação Espírita de Umbanda – 1942
MATTOS, Sandro da Costa O livro Básico dos Ogans .
ORPHANAKE, João Edson A umbanda às suas ordens. Tríade Editorial
ORPHANAKE, João Edson Umbanda Perguntas e Respostas. Tríade Editorial

Entre em contato com o autor do texto para tirar dúvidas sobre o assunto: newton.utf@gmail.com

quinta-feira, 23 de junho de 2011

DIA DE CORPUS CHRISTI


O dia de Corpus Christi acontece 60 dias após a Páscoa, que cai sempre numa quinta-feira.

É uma data comemorativa criada pelo Papa Urbano V, no ano de 1240.

Maria partiu para visitar Isabel: a primeira procissão do Corpus Christi

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá.

A fórmula "naqueles dias", freqüente em Lucas, é usada aqui para interligar o relato da visita a Isabel com o relato anterior do anúncio do anjo e com o cântico do Magnificat que segue.

Depois de seu consentimento, Maria ficou grávida de Jesus e foi invadida por uma alegria literalmente entranhável. No seu seio começou a crescer, nutrido com seu sangue, o Verbo que assumiu nossa carne. A primeira palavra da saudação do anjo,"Alegra-te!", tornou-se em Maria uma realidade visceral.

Depois de permanecer durante alguns momentos em silêncio, agradecendo e adorando, Maria sentiu a necessidade imperiosa de comunicar sua imensa alegria aos outros.

Aquela que se definiu a si mesma como "a Serva do Senhor" é apresentada como protagonista do relato da visita a Isabel desde o início.

Ela é o sujeito dos quatro verbos dos dois primeiros versículos: "Pôs-se a caminho", "foi com toda pressa", "entrou na casa de Zacarias", "saudou Isabel".

O verbo "pôr-se a caminho" tem em Lucas o significado teológico de disponibilidade e obediência aos planos de Deus.

A prontidão de Maria é ainda mais enfatizada pelo uso da preposição "para" (eis), repetida três vezes nos dois versículos.

A expressão "apressadamente" não quer descrever o estado psicológico de Maria, nem acentuar, primária e diretamente, a presteza externa com que parte.

O que o evangelista quer sublinhar é a atitude interior de fé e de obediência de Maria. Sua "pressa" está dinamizada pelo fervor interior, pela alegria e, sobretudo, pela fé.

Maria parte para as montanhas de Judá, não para verificar o que lhe foi dito pelo anjo, mas movida pelo desejo de ver o que Deus operou em Isabel, para congratular-se com ela, para com ela partilhar a graça que ela própria recebeu e para ajudar sua parenta nos últimos meses da gravidez.

A autocompreensão e a conduta de Maria, "a Serva do Senhor", antecipam a autocompreensão e a prática de Jesus, que veio "não para ser servido, mas para servir".

Durante a longa viagem de Nazaré a Ain Karim, Maria recorda as palavras do diálogo com o anjo, "ponderando-as no seu coração".

Toda a sua atenção está voltada para o "Filho do Altíssimo" que carrega no seu seio. Jesus, nosso Salvador, está sendo incessantemente gestado, nutrido e carregado no seio de Maria de Nazaré, uma mulher de nossa raça.

Podemos dizer, portanto, com J. L. Martín Descalzo, que a viagem de Maria de Nazaré até as montanhas da Judéia foi "a primeira procissão do Corpus Christi".

O corpo da Virgem de Nazaré foi o ostensório vivo que carregou pela primeira vez o corpo de Cristo, ostensório mais precioso que todos os que serão feitos, de ouro e de pedras preciosas, pelos mais famosos ourives ao longo dos séculos.

Reflitamos sobre nós mesmos. Se realmente acreditarmos que Jesus - agora já ressuscitado - está dentro de nós, nossa atenção estará, como esteve a de Maria, centrada nele; ele será nosso tesouro e nós seremos seus portadores. À medida, porém, em que, como Maria, fizermos a experiência de ter sido agraciados por Deus, não ficaremos fechados em nós mesmos, mas sairemos para proclamar as maravilhas que Deus operou em nós.

Iremos ao encontro dos outros para partilhar com eles nossa alegria e para nos alegrar com as bênçãos que eles receberam. Em outras palavras, quem experimentou a presença do Salvador, não o guarda só para si; leva-o aos que estão longe, leva-o aos que estão esperando por ele, mesmo que o caminho seja longo e ainda que seja necessário enfrentar toda sorte de dificuldades e obstáculos.



Um saravá amigo.

Octavio

www.maeyemanjaebaianozeferino.com.br



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curiosidades sobre Religiões

No livro “Maçonaria – Escola de Mistérios” do autor Wagner Veneziani Costa, (Editora Madras – 2006),


encontramos um ótimo texto sobre O Plágio Católico, que nos leva a reflexões sobre sincretismo:



O Plágio Católico



Pecado original, venial ou capital, batismo, confissão, comunhão, céu, purgatório e inferno (...) tudo isso foi adaptação feita pelos bispos romanos, que beberam de crenças básicas das religiões antigas, chamadas de pagãs. Pagão vem de paganu, o homem do campo que não possuía religião alguma. Esses campônios serviam de intermediários entre o campo e a cidade e professavam vários credos orientais, fazendo com que o Catolicismo bebesse seus dogmas e ritos. A própria missa também é uma adaptação de cerimônias da Etiópia, do Egito e, ainda hoje, das ilhas da Oceania.

O báculo, a mitra, a dalmática, o pluvial, o ofício dos dois choros, a salmodia, o exorcismo, o incensório suspenso por cinco correntes, podendo abrir-se ou fechar-se à vontade, as bênçãos dadas com as palmas da mão direita sobre a cabeça dos fiéis, o rosário, o celibato eclesiástico, os retiros espirituais, os cultos dos santos, o jejum, as procissões, as litanias, a água benta, a consagração do pão e do vinho ofertados ao Criador, a extrema-unção, as rezas para os doentes e para os mortos, a manutenção dos mosteiros que honram sua religião, as missões de proselitismo feitas por missionários descalços e desprovidos de dinheiro, tudo isso foi retirado do culto lamaico do Tibete, uma modalidade do Budismo hindu. O ritual, o cerimonial, o aparelhamento católico, nada mais são do que cópias de religiões orientais e do Paganismo, até se sentirem bem fortes para persegui-los em dezenas de sanguinolentas cruzadas, como hereges.

As medalhinhas de santos e santas são imitações do escaravelho da medalha egípcia hieroglífica.

Lembremos que Moisés, Jesus e outros fundadores de religiões eram TOTALMENTE CONTRA a idolatria; no entanto, a Igreja Católica faz disso seu maior comércio, colocando a cruz como tabuleta de reclame.

Como coisa rendosa para seus cofres, o Vaticano não faz outra coisa senão canonizar santos e santas, e isso aos centos, de uma vez, para economizar cera!

A religião de Cristo também foi fundada como todas as demais, sob o culto do Sol, recebendo as mesmas idéias, as mesmas práticas, os mesmos Mistérios: LUZ E TREVAS (João 1: 5).

Todas as festas do Catolicismo têm semelhança com as do Paganismo.

E o que fizeram os santos bispos e papas (que são representantes legais do Cristo)? Além de copiarem, começaram a deturpar as palavras latinas usadas nas festas pagãs! Vejam alguns exemplos:

Os pagãos adoravam Baco, conhecido pelos latinos como Líber. Celebravam duas festas, uma chamada urbana, na cidade, e a outra, rústica, nos campos. Para honrar o rei da Macedônia – Demétrio – acrescentaram mais uma, como veremos:

Demétrio tinha sua corte no Golfo de Tessalônica. Pois bem, desse rei fizeram um mártir desse golfo, no ano 303, e o canonizaram como São Demétrio.

Eleutério, que estabeleceu essas festas com denominação de Festim Dionísio, Festim Eleutério, Festim Rusticum, passou a ser Santo Eleutério, e as festas passaram a chamar-se São Diniz, Santo Eleutério e Santa Rústica!

O deus Baco tinha uma amante chamada Aura, e o vento plácido personificava a douçura. Desses termos, fizeram Santa Aura e Santa Plácida!

Os pagãos felicitavam-se com os termos perpetuum, felicitatum; os católicos fizeram disso Santa Perpétua e Santa Felicidade!

No Ano-Novo eles usavam a fórmula: Quid Faustum Felixque sit; os católicos transformaram isso em São Fausto e São Félix!

Das palavras Rogare e Donare fabricaram São Rogaciano e São Donaciano!

De Gobineau diz que “a ignorância e mesmo a política apostólica contribuíram para agravar a devoção rústica. Via-se Júpiter com Thor transformado em São Pedro; Apolo, em São Miguel; Wodan ou Marte, em São Martinho; as mães célticas tornaram-se as três Santas Marias; Ísis, a virgem que deve engendrar, assimilada à mãe de Cristo; e, a coisa mais estranha, Buda colocado nos altares cristãos com o nome de São Josafá!



Citando Henri Estienne, apologista do Catolicismo, lê-se:

“Há grande conformidade em várias coisas entre os deuses dos pagãos e São Bento, entre as deusas e suas sonatas; não há conformidade da parte dos verdadeiros santos e santas, a fim de que meu dito não seja caluniado; mas sim por parte de seus adoradores. Se bem considerarmos a adoração dos deuses e das deusas pelos pagãos, e a adoração dos santos e santas pelos da religião romana, acharemos completa semelhança, afora o modo de sacrificar. E, assim, do mesmo modo os pagãos se dirigiram a Apolo ou a Esculápio, fazendo desses deuses da profissão de medicina e de cirurgia. Católicos não se dirigem também a São Cosme e a São Damião?

E Santo Elói, o santo dos ferreiros, não ocupará a mesma função do deus Vulcano?

E São Jorge, não dão a ele, os católicos, o título que se dava outrora a Marte?

A São Nicolau, não fazem eles a mesma honra que os pagãos faziam ao deus Netuno?

São Pedro como porteiro não corresponderá ao deus Janus?

Por pouco eles fariam crer ao Anjo Gabriel que ele é o deus Mercúrio!

Pallas como deusa das ciências não estará representada em Santa Catarina?

E, em vez de Diana, não têm eles Santo Humberto, o santo dos caçadores?

Idêntico ofício é atribuído a Santo Estáquio.

E quando vestem João, o Batista com pele de leão, não será para ofender à vista o deus Hércules?

Não se vê comumente Santa Catarina com uma roda, como se quisessem representar a deusa da fortuna?

Delfos decidia as questões religiosas fabricando deuses, como Roma fabricava santos”.

Ora, quem fala assim é um católico de quatro costados!

Qualquer turista pode constatar que na Capela Sistina do Vaticano, por ordem do papa e pelo genial pincel de Michelângelo, vêem-se ali agrupadas as sibilas do Paganismo com os profetas do Catolicismo. É que, naquela época, a Igreja Católica ainda vivia dos ensinos dos invisíveis; invisíveis estes que ainda se manifestam no Vaticano, como acontece com as aparições de Pio X, testemunhadas pelos eclesiásticos ali residentes, de cujas inscrições têm-se conhecido aqui fora, apesar da expressa proibição de Pio XI, de serem divulgados esses fenômenos.

Se perguntarmos a qualquer pessoa católica qual foi o grande chefe religioso que, segundo as escrituras, nasceu de uma virgem, escapou da degolação dos inocentes, confundiu os sábios pela precocidade de sua ciência, começou pregando aos 30 anos, foi tentado no deserto pelo Diabo, expulsou demônios, deu vista aos cegos, realizou outros atos milagrosos e ensinou a existência de um Deus supremo de luz, de verdade, de bondade, provavelmente essa pessoa responderá imediatamente: Jesus Cristo, pois tal é o ensino dos livros sacros.

Mas se a mesma pergunta for feita para um persa, ele também responderia de imediato: ZOROASTRO, pois assim foi a vida desse reformador e o ensino do Avesta que existiu milhares de anos antes de Cristo.

Os maniqueístas têm bispos, patriarcas, anciãos, batismo, eucaristia, jejum, ofício com orações cantadas, comemoração anual da morte do seu fundador – Mani –, tal como Cristo.

A Igreja Católica, pela pena de São João Damasceno, na lenda de Barlaão e Josafá, que também foi copiada do Ramayana, no século XVII, e da qual La Fontaine fez a fábula dos Patos do Mano Philippe, tomou a virtude búdica como modelo de santidade e, como tal, aceita e aprovada por Gregório XIII, Xisto V, Urbano VIII, Alexandre VII e Pio IX. Tirou igualmente do Apólogo Búdico, por parábolas e contos, fartos exemplos de moral que foram introduzidos nos seguintes livros da Igreja Romana: Gesta Romanorum, Vida Sanctorum, Vida Patrum, Disciplina Clericales, etc.

No rito xintoísta, verifica-se uma completa semelhança com o culto católico. Assim: benzer pedra fundamental, consagrar casa nova, exorcismo para afastar o espírito da raposa, venda de amuletos, água benta para a cura de doenças, assistência aos moribundos e preces ante o defunto, preces para chover, preces para ganhar a vitória em combates, culto dos mortos, etc.

Segundo sérios estudos, o Budismo foi escrito cerca de 1.300 anos antes de Cristo. É originado do Bramanismo, religião de Rama (Ba-Rama, Brahma) e foi implantado na Índia, na Pérsia e no Egito, oriundo provavelmente da Atlântida, por se encontrarem vestígios na América, no México, no Norte europeu e na própria África.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nsa. Sra. dos Navegantes

Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias)

Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.

É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.

A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida pelos portugueses no século XVIII,em uma das viagens feitas de Portugal para o Brasil. O dia do ano dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes é 2 de fevereiro.

A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses.

Aqueles que viajavam, pediam proteção à Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.

O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades.

Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial no Brasil.

Também conhecida pelos devotos como festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.

Candeias são pequenos aparelhos de iluminação, suspensos por um prego, com recipientes de folha-de-flandres, barro, ou outro material, abastecidos com óleo, no qual se embebe uma torcida.

Segundo a lei mosaica, todo filho varão deve ser apresentado no Templo após quarenta dias do seu nascimento, onde a mãe é submetida a um ritual de purificação.Nossa Senhora se submeteu a essa lei, apresentando o menino Jesus no Templo Sagrado.

Esta festividade dos luzeiros foi denominada "Candeias", porque ainda hoje percorre-se o caminho que Maria fez até o Templo. Os fiéis seguem em procissão, levando nas mãos velas acessas.

Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e das costureiras.







Oração a Nossa Senhora dos Navegantes



Ó Nossa Senhora dos Navegantes,

Mãe de Deus,

Criador do céu, da terra, dos rios, dos lagos e dos mares.

Protegei-me em todas as minhas viagens,

Dos ventos, tempestades, borrascas,

Raios e ressacas para que não perturbem minha viagem,

E que nenhum incidente ou imprevisto cause alteração,

Ou atrase a minha viagem,

Nem me desvie da rota traçada.

Virgem Maria,

Senhora dos Navegantes,

Minha vida é uma travessia de um mar turbulento.

As tentações, os fracassos e as desilusões

São ondas impetuosas,

Que ameaçam afundar minha frágil embarcação

No abismo do desânimo e do desespero.

Nossa Senhora dos Navegantes,

Nas horas de perigo eu penso em vós.

O medo desaparece,

O ânimo, a disposição de lutar

E de vencer fortalecem-me.

Com a vossa proteção e a bênção de seu filho.

A embarcação da minha vida há de ancorar segura

E tranqüila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes,

Rogai por nós,

Amém.


conteudo retirado da internet em 02/02/2011