segunda-feira, 24 de março de 2014

É o Orixá que representa a Linha dos Pretos-Velhos

Atotô Meu Pai Omulu/Obaluaê

É o Orixá que representa a Linha dos Pretos-Velhos

“O Senhor das Doenças”



É considerado o médico dos pobres, sua casa esta sempre situada na floresta, fora do alcance dos homens, separada dos outros orixás.
Omolu está ligado a terra, bem como a morte.
É tido como filho de Nanã. Anda coxeando, devido à doença, e seu corpo está sempre escondido por palha-da-costa, para encobrir as feridas que fazem parte de sua vida. Omolu é considerado uma entidade velha, enquanto Obaluaê é sua forma mais jovem.
Omulu/Obaluaê não é Exu como muitos imaginam, dentro do Candomblé e da Umbanda este orixá e conhecido por seu dom de cura. E o orixá da saúde, vibrando especialmente sobre médicos, enfermeiros, casas de saúde, hospitais e cemitérios. Ambos os nomes surgem quando nos referimos a esta figura, seja Omolu seja Obaluaê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade.
Já para alguns babalorixás e zeladores, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
São também comuns as variações gráficas Obaluaê, Abalaú, Obaluaê e Abaluaê. Em termos mais estritos, Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu é sua forma velha. A forma Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si.
Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.
A figura de Omolu/Obaluaê, assim como seu mito, é completamente cercado de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas.
Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou. Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao deus da varíola, tal visão, porém, nos parece uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omolu/Obaluaê, o Daomé.
Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu-Obaluaê é uma criatura da cultura jeje, posteriormente assimilada pelos yorubas.
Enquanto os Orixás yorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, a figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior.
Quando há aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças.
A visão de Omolu/Obaluaê é a do castigo.
Se um ser humano falta com ele ou um filho-de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás yorubas.
Como parte do temor dos yorubas, eles passaram a enxergar a divindade mais sombria dos dominados como fonte de perigo e terror, entrando num processo que podemos chamar de malignidade de um Orixá do povo subjugado, que não encontrava correspondente completo e exato.
Omolu/Obaluaê seria o registro da passagem de doenças epidêmicas, castigos sociais, já que atacariam toda uma comunidade de cada vez. Existe uma grande variedade de tipos de Omolu/Obaluaê, como acontece praticamente com todos os Orixás.
Existem formas guerreiras e não guerreiras, de idades diferentes, etc., mas resumidos pelas duas configurações básicas do velho e do moço.
A diversidade de nomes pode também nos levar a raciocinar que existem mitos semelhantes em diferentes grupos tribais da mesma região. Justificando que o Orixá é também conhecido como Skapatá, Omolu Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó, Igui. Na Umbanda esta ligado diretamente aos Pretos-Velhos e também é representado por alguns Caboclos de Pena(Como por exemplo Caboclo Roxo na Linha de Cura ou Sacaca).
O Termo Yorimá foi um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. O que aconteceu e que esse termo foi completamente esquecido e postergado. Representa o Orixá Ancestral.
Esse termo sagrado foi realmente revelado, ou relembrado, através do Movimento Umbandista em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo esse vocábulo segundo a "Coroa da Palavra”, através do alfabeto Adâmico, teríamos:
Yorimá: Potência do verbo Iluminado, da Lei Sagrada, da Ordem Iluminada da Lei.

Traduzindo silabicamente, teremos:

YO--------------------> Potência, Ordem, Principio.
RI---------------------> Reinar, Iluminado.
MÁ-------------------> Lei, Regra.


 O Sincretismo de Omolu/Obaluaê _____________

São Lazaro: Discípulo e amigo de Jesus, irmão de Marta e Maria, residentes em Bethany, subúrbio de Jerusalém em Israel.
Morreu e foi ressuscitado por Jesus vários dias após a sua morte a pedido de Marta onde Jesus por varias vezes se hospedou e a considerava uma excelente cozinheira. Teria sido a inabalável fé de Marta que teria dito "Não tem importância, Jesus vai cura-lo apesar de já estar morto. Vão chama-lo”.
Diz a tradição que Lázaro já estava fedendo quando Jesus chegou para salva-lo.
Não há dúvida que foi o maior milagre de Jesus, segundo uma das varias tradições, Lázaro, Marta e Maria vão a França onde ele se torna o primeiro bispo de Marselha antes de ser martirizado. Em outra versão Lázaro e suas irmãs vão para Chipre onde ele se torna bispo de Kition ou Lamaka. As suas supostas relíquias teriam sido transladadas para Constantinopla e varias igrejas e capelas foram erigidas em sua honra na Síria.
A Basílica de São Lázaro, Santo padroeiro de Lanarka, construída em 890 DC era um templo cristão do quinto século no qual existia um sarcófago com a com a inscrição: "Lazarus, o amigo de Cristo".
Isto reforça a tradição que ele viveu sua “segunda vida ressuscitada” em Kition, Lanarka. A devoção a Lázaro era muito comum na Igreja antiga.

São Roque (1350-1379): Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste.       
            Significado do nome: eremita, homem grande e forte.
Data festiva: 16 de agosto.       
Natural de Montpellier, França, Roque teria nascido com uma cruz rubra estampada no peito. Segundo os registros da igreja católica, Roque ficou órfão de pai e mãe muito jovem e resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio, partindo em peregrinação para Roma. 
No decorrer da viagem encontrou muitos necessitados e ofereceu-se como voluntário na assistência aos doentes, operando as primeiras curas milagrosas. Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando.
Na viagem de volta para a França, foi contagiado pela peste, o que o impediu de prosseguir em sua obra de assistência aos atingidos pelo mesmo mal. Para não contaminar ninguém se isolou na floresta.  
Sempre vemos São Roque representado em trajes de peregrino com um cachorro que está a seu lado no ato de lhe dar um pão.
Esta gravura é inspirada no tempo de seu isolamento quando teria morrido de fome se um cachorro sem dono não lhe houvesse trazido diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água para lhe matar a sede.
Assim ele foi descoberto e levado diante do governador em Montpellier, que era seu tio, mas não o reconheceu. Roque foi confundido com um espião e passou 5 anos numa prisão até morrer abandonado e esquecido por todos. Alguns biógrafos dizem que ele só foi reconhecido depois de morto, pela cruz gravada no peito.

Lenda de Omulu/Obaluaê: Filho de Oxalá e Nanã nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã, não o podia ver, pois, morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar. Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos. O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador, ainda se cobria com a palha da costa, não ainda para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol e pôr isso não podia ser visto a olho nu. Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Chapanã, dizendo: Chapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Chapanã nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Omulú e este passou a conviver com suas duas mães. Omulú - o senhor dono do mundo, como ficou conhecido, teve várias mulheres, entre elas Iansã, que com sua curiosidade e ousadia retirou a palha que cobria sua pele para vislumbrar o rosto do sol, e também casou-se com Euá, da água doce com quem teve vários filhos. Omulú ampliou seus domínios no mundo onde reina e decide o destino de todo ser humano e também controla com pulso forte o reino dos mortos.

Lenda II: Xapanã, originário de Tapa, leva seus guerreiros para uma expedição aos quatro cantos da terra. Uma pessoa ferida por suas flechas ficava cega, surda ou manca, Obaluaê-Xapanã chega ao território de Mahi no norte de Daomé, matando e dizimando todos os seus inimigos e começa a destruir tudo o que encontra a sua frente.
Os Mahis foram consultar um Babalaô e o mesmo ensinou-os como fazer para acalmar Xapanã. O Babalaô diz que estes deveriam trata-lo com pipocas, que isso iria tranqüiliza-lo, e foi o que aconteceu. Xapanã tornou-se dócil.
Xapanã contente com as atenções recebidas mandou construir um palácio onde foi viver e não mais voltou ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou. Xapanã continua sendo saudado como rei de Nupê e pai em Empê.

Lenda III: Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.
 Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele.
 Iansã ou Yansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas equedes.
 Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador.
Obaluaiê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

Animal Preferido: é o Cachorro um animal sagrado para o velho Omulu/Obaluaê.

Associa-se este Orixá a: De acordo com a mitologia africana, OMULU, também chamado de Xapanã, Kajanjá e Kaviungo, no ritual angola, é Rei do Mundo e filho do Senhor. Diz-se que é filho deNana, oriundos do Mahi, e que como divindades teriam sido incorporados ao culto yorubá.

No Candomblé: Omulu representa a terra, tanto o solo como as camadas mais profundas. É o médico dos pobres, O orixá das endemias, a entidade da varíola, da peste e das chagas. Mora nos cemitérios e controla as almas.

Omulu dança no Candomblé: coberto com um Fila (capuz) de palha – da – costa, levando nas mãos o xarará (Feixe de palha da costa, búzios e contas). Este xarará representa a vassoura ritual, com a qual Omulu varre todas as doenças. Encontramos, ainda, na indumentária de Omulu varre todas as doenças. Encontramos, ainda, na indumentária de Omulu, as guias (colares) confeccionados com búzios, palha-da-costa trançada e laquidibá (rodelas de chifre de búfalo ou de boi). Na Umbanda não a ritual de incorporação para nenhum orixá, somente para seus falangeiros que os representam.

A origem de Omulu/Obaluaê: é duvidosa. Algumas lendas afirmam ser Yemanjá sua mãe legítima sua mãe legítima; enquanto que outras lendas dizem ser ele o segundo filho do casamento de Nanamburuku com Oxalá. A segunda versão é a mais aceita pelo povo afro-brasileiro.

         Todas as festas reverenciadas a Omulu são: realizadas em cabanas confeccionadas com folhas de dendezeiro. A cabana deve ser contruída em frente ao peji. Quando a festa se dá por encerrada.

Atuação energética do orixá no ser humano: compreensão, amizade, adaptação, generosidade.

Quando o ego se sobrepõe, sobressaem: esquisitice, vaidade exagerada, maldade, morbidez, indolência.

Saudação: “Atoto! Atoto! Atoto!”, do yorubá.
 “Silencio! Silencio! Ele está entre nós! Ele está entre nós!”.

Força da natureza: Processo transformador nos três planos (físico, astral e mental).

Mineral: chumbo, mercúrio.

Dimensão esotérica: Situado no terceiro raio do diagrama.

Dia da semana: Segunda-feira no Candomblé e Sábado na Umbanda.

Planeta: Saturno.

Cor da Guia: Contas pretas e brancas alternadas, e o amarelo.

Data festiva: Toda a primeira quinzena de agosto ou novembro.

Bebidas: Vinho tinto, dendê e sumo de suas próprias ervas e frutos.

Flores: Cravos vermelhos e brancos e todas de tonalidades brancas.

Cor: Violeta, Preto e branco e amarelo.

Comidas secas: Pipocas (flores-de-omolu), pipocas com dendê, mocotó, aberém, gengibre ralado etc.

Frutos: Abacaxi, jenipapo, fruta-de-conde, abacate, caju, jaca, banana-da-terra.

Elemento fundamental: terra e ar.

Local preferido: O Templo e a Calunga (cemitério), lamaçal e a estrada.

Pedras: Ônix, Turmalina Negra, Hematita e Turquesa.

Essência Volátil Liquida: Eucalipto, Erva Cidreira, Junquilho.

Função: Curar doenças da pele, febre e doenças nos ossos. Livrar os olhos da peste, da bexiga e outras doenças que vêm com o ar.

 

Exu Guardião: Exu Pinga-Fogo.


Chefe da Legião: Pai Guiné.

Neuma: HÂÂRIÊÊ.

Força Sutil: Telúrica e Aérea.

Arcanjo Tutor: Yaramael.

Horário Vibratório: 12:00 as 00:00 horas.

Ponto Cardeal: Norte e Leste.

Geometria Sagrada: Pentágono ou pentagrama ou estrela de cinco pontas.
Pentagrama:
O Símbolo através da História
A humanidade sempre teve ao seu redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido, surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se símbolos nas tradições de cada povo.
O pentagrama está entre os principais e mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações e significados, evoluindo ao longo da história.
Passou de um símbolo cristão para a atual referência onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica.

Origens e difusões


Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés).
Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional.
Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo).
A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição.
A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.
Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides.
Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo.
Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador.
Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus.
Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios.

Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo

Mantra: Pakasha.

Numero sagrado: 5

 

Signo Zodiacal: Capricórnio e Aquários.


Capricórnio, o décimo signo, inicia-se com o solstício de inverno, no hemisfério norte. Simboliza a retração, a dureza, o recolhimento, a frialdade. Nesta época é preciso ter muita habilidade e paciência para suportar os rigores do clima. Também representa a chegada, do adulto, ao auge de sua carreira, após uma árdua ascensão, galgada a custo de muito trabalho. É o símbolo do pai, e de seu mundo: todo o ambiente mais sóbrio e silencioso, emocionalmente distante, cheio de regras e deveres, mas também de recompensas para aqueles que sabem aguardar por elas. Trabalho e seriedade são os atributos básicos do capricorniano. Seus ganhos e sucessos são frutos de sua atitude, altamente direcionada e planejada. A ambição é a força motriz de seu comportamento. Eles almejam destacar-se, chegar ao cume; e dedicarão o máximo de si na busca deste ideal. Renunciarão a todo luxo e conforto, enquanto não atingirem sua meta.
   São bastante tradicionalistas e conservadores. Têm dentro de si um senso forte de hierarquia, o qual não quebrarão por nada no mundo. Não são de criar inimigos, pois consideram que isso só iria atrapalhar sua projeção. Irão assumir postos secundários sem reclamar, ainda que abaixo de sua capacitação, sabendo que lealdade e determinação são por fim reconhecidas.
   Gostam da solidão como poucos. Nela restabelecem-se e reordenam os pensamentos. Mas nela também se refugiam e se entregam à melancolia e ao pessimismo. Não conhecem muito da alegria. Parece-lhes que a alegria é um mito, com o qual gente séria não deve perder muito tempo.

   O capricorniano tende a ser muito rígido com os outros e consigo mesmo. A disciplina é um elemento indispensável para indivíduos tão tenazes assim. O capricorniano se mantém forte e impassível, e não desiste, custe o que custar. Pode tornar-se um avarento insuportável, ou uma pessoa viciada em trabalho, esquecendo por completo dos cuidados com a própria saúde, ou da atenção aos seus entes mais próximos.
   Esta frieza certamente só lhes é possível sob uma repressão descomunal de suas emoções. Um capricorniano evita falar de seus sentimentos, mesmo perante seus (poucos) amigos mais próximos. Se possível, o capricorniano finge que o sentimento não existe, pois quando pensam neles ficam menos objetivos. Quando a emoção lhes aflora, eles assustam-se e encolhem-se como uma criança medrosa.
   Por ser um signo cardinal, o capricorniano é um iniciador. Quando direciona esta energia para uma carreira, ele irá longe. Ele é bem prático quanto a isso: sabe aonde quer ir e como chegar lá. Não gosta de correr riscos. Sua grande dificuldade é lidar com o que está além de si. Pois planejam tanto que podem tornar-se escravos de seus próprios planos, sem espaço para improvisar quando é preciso.
   Mitologicamente, o signo é representado por uma cabra com cauda de peixe. A cabra é o animal que sobe a montanha até o cume, ainda que precise desferir algumas cabeçadas no que estiver bloqueando o seu caminho. A cauda indica a origem marinha. O capricorniano sobe, pois, do nível do mar até o topo do mundo, pelos próprios esforços.

Aquário é o décimo primeiro signo. Após o auge, representado por Capricórnio, o homem revê sua vida e seus valores. A tradição que seguiu até então afigura-se-lhe agora como um edifício oco e cheio de injustiças. Já não há mais sentido em mantê-la. Não há mais também preocupação com o que a sociedade pensaria. O indivíduo tem já a experiência necessária para vislumbrar um mundo mais justo e igualitário. E para atingir este objetivo, irá rebelar-se, se preciso, e liderar outros em torno de suas idéias.
   No hemisfério norte, os sol entra neste signo no meio do inverno. É o momento em que a cooperação e a solidariedade são importantes para a manutenção da vida comunitária, castigada pela severidade da natureza. O rigor do inverno compara-se na mente aquariana ao rigor do sistema social. A união de todos é seu sonho para a implantação de uma nova sociedade, fundamentada na colaboração mútua de todos os seus membros.
   Inovação, cooperação e revolução são as palavras que melhor definem seu gênio irrequieto. Por onde passar o aquariano estará procurando quebrar as regras, e incitar a anarquia. Ao seu ver, a liberdade e a espontaneidade são uma das poucas coisas que realmente precisam ser incutidas na mente das pessoas.
   Aquarianos gostam de trabalhar em grupos. Acreditam que cada um tem potencial próprio, independente de cor, credo, sexo ou idade. Mas ao mesmo tempo são extremamente individualistas. Abominam qualquer espécie de prisão, principalmente emocional.
   Não chegam a ser frios como os nativos de capricórnio, mas emoção também não é seu forte. Seus ideais de fraternidade e igualdade baseiam-se sobretudo na racionalidade. Isso adquire às vezes uma coloração curiosa: o aquariano será capaz de insistir em fórmulas ideológicas utópicas ou impraticáveis, sem conseguir pensar nas questões mais básicas e subjacentes ao problema. Esse distanciamento da realidade é um risco constante em sua vida. A realidade lhe parece tão brutal, que ele pode rejeitá-la como um todo, recusando-se a ver nela algo de bom. Sua atitude chega perto da de um adolescente imaturo, cuja única diversão é contrariar a ordem preestabelecida.
   São indivíduos bastante liberais. Costumam ter muitos amigos, e apreciam ficar várias horas ao seu lado. Não é incomum tratarem seus próprios parceiros amorosos como amigos, sem lhes dar qualquer privilégio adicional por estarem com eles dividindo a cama.
   São visionários, sempre a olhar para o futuro, debochando do passado e ignorando o presente. Às vezes tornam-se tão aéreos (ar é inclusive o seu elemento), que as pessoas os consideram loucos, esquisitos e excêntricos. Sem contato com o mundo real, o aquariano se embevece com seus altos vôos e pode condenar a si mesmo, como Ícaro.

Na mitologia, o signo é representado ora por um jovem, ora por um velho. Ambos trazem uma ânfora cheia d'água, que derramam ao solo. A imagem simboliza a capacidade do aquariano de trazer novas idéias ao mundo. O inconsciente flui através de suas mãos, tornando-o instrumento para a busca de soluções originais e descobertas transformadoras.

Ervas: Eucalipto, Tamarindo, Guiné-pipiu, Trombeta, Alfavaca, Câmara, Bananeira, Sete-sangrias, Vassoura preta ou branca.

 

Características dos filhos de Omolu-Obaluaê:


Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança, se nela Omolu-Obaluaê escondem dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate.
No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista. Os filhos de Omolu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

DIA 16 DE AGOSTO DIA SÃO ROQUE – OMOLU/OBALUAÊ



Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste. 
                PERFIL DO ORIXÁ
Esta pesquisa se dedica ao Orixá da Doença ou Orixá da Varíola. Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omolu seja Obaluaê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
Em termos mais estritos, Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Omulu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básica de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.





Sincretismo
São Roque
Significado do nome: eremita, homem grande e forte

          Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295.
          Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.
          Perdeu os pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme patrimônio. Mas as aspirações de Roque eram por outra herança: queria viver na pobreza, imitando a Cristo.
          Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas rendas. Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem nada para Roma, mendigando pelo caminho.

          Chegando a Toscana, em Água pendente, viu a grande mortalidade causada pela peste.  Levado pelo desejo de ser útil aos empestados, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.
          Logo que Roque se meteu entre os empestados, cessou a epidemia da doença naquela cidade. O mesmo se deu em Cesena e outras localidades; dizia-se que a peste fugia de Roque.

          Tomando conhecimento de que a epidemia chegara a Roma, Roque partiu imediatamente. Lá chegando, foi ouvido em confissão pelo cardeal Britânico que então tomou conhecimento dos dons que o Santo possuía. Pediu-lhe para que suplicasse a Deus pelo fim do flagelo que atingia a cidade. Roque fez a oração e sentindo que alcançara a graça, convidou o cardeal a agradecê-la juntamente com ele.
Mas esse fato se creditou à virtude do Santo.

          Permaneceu em Roma por três anos, praticando a caridade na assistência aos enfermos. Ao retornar à França, foi passando por localidades da Itália, onde já havia estado. Ficou por alguns anos nas cidades da Lombardia, tratando os doentes a quem, muitas vezes, curava com o sinal da cruz.
          Em Piacenza (Palencia), acabou por contrair a doença. Certa noite despertou com febre e dor aguda na perna esquerda, o que o fazia gritar. A violência do mal não lhe permitia tranqüilidade interior. Para não perturbar com seus gritos os outros doentes do hospital, dirigiu-se para fora da cidade, à entrada de um bosque, onde encontrou uma pequena choça que lhe serviu de abrigo. Esse foi seu refúgio para não perturbar ninguém.

          Com a graça de Deus, Roque viu brotar perto da cabana, um manancial de água cristalina. Com ela, sentia mais alívio, ao lavar suas feridas. Se não fosse um cão que todos os dias lhe trazia pão roubado da mesa do dono, teria morrido de fome. O dono do cão, intrigado com a regularidade com que este lhe roubava o pão, seguiu-o certa vez, pela floresta, encontrando Roque, de quem tornou-se amigo, fazendo o possível para ajudá-lo.
          Curado da peste, Roque dirigiu-se para à França a fim de liquidar o restante de seus bens. Montepellier estava em guerra civil quando lá chegou. Tido como espião, foi levado à presença do governador que era seu tio. Diante dele, sequer afirmou sua identidade. Ninguém o reconheceu, pois os anos e a vida que levara alteraram-lhe a fisionomia e a aparência. Preso, ficou num calabouço escuro durante cinco anos. Seu alimento era pão e água, passando os dias em oração. Sua consolação estava em Deus e na Virgem Maria.
          O carcereiro da prisão admirava-se da extraordinária paciência do Santo e considerava-o diferente dos outros presos.
          Sentindo que a própria morte se aproximava, Roque pediu a presença de um sacerdote para se confessar e comungar. Por tudo o que disse, o confessor notou que aquele era um homem extraordinário e comunicou suas impressões ao governador. Este, porém, desconsiderou a apreciação do sacerdote.

          Completamente abandonado Roque, falecia pouco depois. Era o dia 16 de agosto de 1327. Ao descer ao calabouço, o carcereiro viu uma luz muito brilhante saindo pelas brechas da cela. Abriu a porta e encontrou Roque morto, estendido no chão.

          Difundiu-se pela cidade, rapidamente, a notícia de que havia falecido um Santo na prisão. Muitas pessoas dirigiram-se para lá. Entre os visitantes, estava também sua avó, que reconheceu o corpo de Roque por uma mancha cor de vinho, em forma de cruz, que ele tinha no peito.
          Ao ter conhecimento de que o morto era seu sobrinho, o governador ficou inconsolável pela dureza com que o tratara e providenciou suntuosos funerais. O corpo de Roque foi conduzido triunfalmente pelas ruas da cidade, acompanhado de clero, nobreza e povo.

          Em seu nome, logo aparecerem diversos e prodigiosos milagres. Durante o Concílio de Constança, em 1414, São Roque foi invocado contra a peste que tomara conta da cidade. A partir dessa data, o culto de São Roque se estendeu por toda a Europa, particularmente à Itália e à Flandres. Este culto foi solenemente confirmado pelo Papa Urbano VIII e por dois decretos da Sagrada Congregação dos Ritos de 16 de julho e 26 de novembro de 1629.

Relíquia

          Venera-se na igreja matriz da cidade de São Roque uma parcela do braço de São Roque. Essa relíquia foi concedida à nossa igreja, em 1953 pelo eminentíssimo cardeal Adeodato Piazza. Acha-se ela encerrada em artístico relicário feito em Milão ( Itália ). Dignos de nota são os três medalhões ( de puro esmalte ) que ornam o pé do relicário: o primeiro é o mapa do Brasil - o segundo é o mapa do estado de São Paulo com o município de São Roque representado por um cacho de uvas - o terceiro é o escudo da Ordem dos Carmelitas   Descalços, a cujos cuidados estava confiada.

Oração à São Roque

Glorioso São Roque, alcançai-nos de Cristo Nosso Senhor as graças que nos são necessárias para vivermos dignamente a vida cristã.
Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.
Seguindo o Vosso Exemplo queremos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como Cristo nos mandou.
Queremos ajudar aos pobres, aos doentes, aos necessitados de toda a espécie, como vós mesmo o fizestes.

E que um dia, na glória do céu, nós possamos, convosco, gozar da vida eterna. Amém.

Oração à São Roque - Para alcançar a cura em qualquer enfermidade


Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra, chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas. Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como Faço uma Escolha Moral – Umbanda e Saber

No final deste texto darei quatro passos bem práticos que tomo ao entrar na arena de cada dia onde devo fazer escolhas morais. Mas mais importante que minhas recomendações para estes passos é a minha explicação sobre o solo de onde as tirei. Se não lhe oferecer as raízes e o tronco, a flor certamente murchará em suas mãos. Então a maior parte do que tenho a dizer será um esforço de expor à vista as raízes de onde a flor de minhas escolhas morais florescem.

O método que seguirei consistirá de quatro questões, cada uma sendo mais precisamente definida do que a anterior. Depois de responder a quarta questão, darei os passos práticos que sigo em tomar decisões morais.

Questão Um

"Como eu faço uma escolha moral?"
O primeiro passo em responder esta questão deve ser definir os termos "escolha" e "moral".
Escolha: Eu apresento minha definição de "escolha" em três formas.
1.                Uma escolha é um ato pela qual prefiro uma coisa sobre outra.
2.                Isto é, este é o ato pelo qual eu estimo algo preferível e mais desejável do que outro.
3.                Ou finalmente, minha escolha é meu prazer maior em uma coisa do que em outra.
Moral: Chamo um ato de preferir "moral" quando ele pode ser propriamente julgado certo ou errado. Em geral, minhas preferências por chocolate em vez de baunilha, ou listras em vez de xadrez não são uma escolha moral. Mas a minha preferência em ser honesto ao invés de enganoso é uma escolha moral por poder se julgado propriamente certo ou errado.

Questão Dois

Na base destas definições a questão um agora se torna: "Como posso preferir uma coisa em vez da outra de forma que a preferência possa ser propriamente julgada ser certa?"
Para responder esta questão, o termo "certo" deve ser definido. Isto é, devemos perguntar: "O que constitui a retidão de uma escolha moral?"
Neste ponto devo buscar a estrutura cristã de meu modo de pensar e viver. Vou assumir aqui (o que penso poderia ser razoavelmente defendido se tivéssemos tempo) que o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus existiu e que Ele tem revelado a si mesmo e a sua vontade na Escrituras Cristãs. Dentro desta estrutura eu gostaria de mencionar primeiro uma resposta inadequada e então o que penso ser uma resposta adequada à questão, "O que constitui a retidão de uma escolha moral?"
1.                Uma resposta inadequada - A típica resposta que alguém escolhe corretamente quando escolhe a vontade de Deus é ambígua e por isso inadequada. Se a vontade de Deus é concebida como atos externos - como não matar, não roubar, e falar a verdade - desconectados do motivo pelo qual estes atos são feitos, então fazer a vontade de Deus talvez tenha nenhum valor moral. Deus pode desejar coisas que quando praticadas por homens são pecaminosas.

Por exemplo, Deus desejou que os assírios destruíssem o Reino do Norte de Israel (Isaías 7:17-19), mas eles pecaram em o fazê-lo, de acordo com Isaías (Is. 10:12) porque eles o fizeram arrogantemente. Por causa disso, é inadequado dizer que a retidão de uma escolha moral está em preferir fazer aquilo que Deus quer que seja feito. Uma coisa feita sem bom motivo não possui bem moral.


2.                Uma Resposta Adequada (tanto quanto posso ver) - Uma escolha ou preferência é correta quando é motivada pela percepção verdadeira e deleite na beleza moral do ato escolhido. Ou de outra forma, para escolher retamente, devemos preferir um ato não apenas por ser a vontade de Deus, mas também por concordar profundamente com Deus que aquele ato é moralmente belo e digno de louvor.

Por exemplo, uma escolha de não mentir, o que em um senso é a vontade de Deus, tem nenhum valor moral a não ser que seja feita com clara percepção e deleite na beleza moral de falar a verdade.
Ou de novo, Romanos 12:13 nos admoesta a contribuir com as necessidades dos santos. Mas 2 Coríntios 9:7 nos diz para não o fazer "por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria." Isto é, o mero ato de dar aos pobres pode não ser moralmente um ato bom. Ele é bom quando o doador vê e se deleita na beleza moral da generosidade. Como Paulo diz em 1 Coríntios 13:3 "E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres... e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria."
(Porque o amor "não busca seus próprios interesses" mas "se alegra com a verdade", isto nos moverá a ser generosos não por interesse pessoal, mas por deleitar-nos na verdade que generosidade aos pobres é moralmente bela.)

Questão 3

Tendo definido a retidão de uma escolha moral desta forma, nossa questão se torna,"Como posso perceber verdadeiramente e deleitar-me no que é moralmente belo?"
Aqui novamente várias definições se fazem necessárias. O que é "beleza moral"? Eu sugiro uma definição em três partes:
1.                A beleza moral de um ato humano é a harmonia entre o ato e a totalidade da realidade;
2.                um ato é moralmente belo quando apropriado ou adequado à luz da verdade;
3.                um ato é moralmente belo quando é apropriado à vista de nossa verdadeira situação humana.
Nesta definição de beleza moral eu usei os termos "realidade", "verdade" e "situação humana". Estes devem ser definidos e aqui é onde o meu entendimento das Escrituras se torna crucial. Eu começo com a básica noção que tudo no universo, do menor inseto na grama à maior constelação, pertence a Deus, porque Ele os criou (Salmo 50:10-12). Segue-se que cada pequena coisa que temos é uma dádiva de Deus, que nós não merecemos o nascer diário do sol ou a definitiva ressurreição de Jesus (1 Coríntios 4:7; Tiago 1:17). Deus é movido para abençoar os homens não por causa de nenhuma distinção que eles tenham, mas por causa da abundante plenitude de sua glória. Mostrar sua glória a todas as suas criaturas nos céus e na terra é sua meta em tudo o que faz. Ele faz isto fundamentalmente (apesar de não apenas) por esbanjar-nos com as riquezas de sua bondade em nossa indignidade absoluta.
Já que Deus é a fonte e o sustentador de tudo o que existe (Atos 17:28), seus objetivos na criação e redenção assim como seus modos de atingir estes objetivos são a realidade, averdade e a situação humana com a qual o comportamento humano deve concordar para ser moralmente belo. O conceito bíblico de andar em acordo com o Espírito significa, semelhantemente, trazer os pensamentos e os feitos do homem em harmonia com a mente e os caminhos de Deus.
Para ser mais específico, a verdade fundamental sobre a condição humana que pode influenciar o nosso comportamento é que somos beneficiários da grande misericórdia de Deus. Não importa quão grande ou pequeno nossos prazeres são, nós não os merecemos. Eles vem da misericórdia de Deus como um presente, não um salário. Portanto, o único comportamento moralmente belo é o comportamento próprio de um beneficiário da misericórdia. Se uma escolha moral não se harmoniza com o fato fundamental de que cada segundo de cada benefício que desfrutamos é uma dádiva imerecida, então a escolha é má.

Questão Quatro

Tendo definido "beleza moral" desta forma, nossa questão se torna: "Como chego a perceber verdadeiramente e deleitar-me em ações próprias a um beneficiário de misericórdia?"
Tentarei responder esta questão descrevendo duas condições que você deve satisfazer se quiser ver e deleitar-se em ações próprias de um beneficiário da misericórdia.
Primeira Condição
Você deve acreditar em seu coração que você é um beneficiário da misericórdia e deve ser feliz por isso. Porque se você ressente ser um beneficiário de pura misericórdia e prefere pensar de si mesmo como merecedor e ganhador do que tem, então você não terá o desejo de trazer suas ações em harmonia com a realidade da misericórdia. Ao invés disso, seu comportamento tenderá a harmonizar-se com a sua concepção de seu próprio mérito.
Saber que você é um beneficiário da misericórdia de Deus e alegremente depositar suas esperanças nesta misericórdia é o que o Novo Testamento chama de fé. E o processo de se tornar este tipo de pessoa é chamado novo nascimento, nova criação, tornar-se como criança, etc. Isto é um milagre realizado no coração pelo Espírito de Deus. Esta é a primeira condição que você deve satisfazer se quiser ver e deleitar-se nestas ações como um beneficiário da misericórdia.
A Segunda Condição
A transformação efetuada no novo nascimento é decisiva mas incompleta. Portanto, nós somos chamado para ser transformados pela renovação da nossa mente para poder aprovar o que é moralmente belo (Romanos 12:2). Este contínuo processo de tornar-se novo resulta numa crescente sensibilidade da nossa condição verdadeira de indignos beneficiários de misericórdia e uma crescente conscientização de que tipo de comportamento se harmoniza com tal condição.
Existe uma dupla função da Bíblia em relação a esta transformação. Primeiro, é precisamente pela Bíblia que somos sensibilizados em nossa indignidade diante de Deus e sua grande misericórdia para conosco. De acordo com 2 Coríntios 3:18 quanto mais meditarmos na glória de Deus em Cristo, mais seremos transformados em sua semelhança. As Escrituras são o foco desta meditação e os meios da nossa transformação.
Segundo, os comandos e admoestações das Escrituras são todos descrições de comportamento de um beneficiário da misericórdia. Desta forma, eles fornecem diretrizes pelas quais podemos mensurar o nível de nossa "novidade" em Cristo. O ideal bíblico para a pessoa de moral é que a lei seja escrita no nosso coração (Jeremias 31:33) de forma que não precisemos ser impelidos por regras externas. Por isso quanto mais cumprirmos mandamentos pelo deleite espontâneo em sua beleza moral, maior o grau em que seremos transformados à semelhança de Cristo. Entretanto, enquanto ainda somos imperfeitos e sujeitos ao auto-engano, não podemos dispensar as diretrizes externas da Escritura. Elas continuam uma parte necessária de nossas vidas, acelerando nossa sensibilidade estética ao que é moralmente belo e reprovando-nos quando estamos muitos duros para ver e deleitar-nos nas escolhas morais próprias de um beneficiário da misericórdia.

Passos Práticos em Fazer Escolhas Morais

1.                Eu oro para que Deus seja reverenciado em e através de mim; que Ele aumente meu amor por sua glória; que Ele não me deixe crescer em insensibilidade para com sua misericórdia, mas faça com que eu a estime mais do que qualquer coisa neste mundo; e que através de tudo isso Ele não me deixe cair em tentação, mas me guie nos caminhos de justiça por amor de Seu nome.
2.                Eu tento meditar nas Escrituras dia e noite, desejando saturar meu pensar com a estrutura de pensar de Deus. Eu tento permanecer alerta aos testes que me chamam de algum torpor de pecado que eu possa ter caído. Eu tento prestar atenção especial aos lugares onde a realidade de Deus explicitamente colide com meu comportamento (e.g. A Parábola do Servo Incompassivo, Mateus 18:23-35). A Palavra de Deus é a ferramenta que Deus usa para responder a oração que faço: nela eu vejo que estou sendo transformado (tudo muito devagar) em uma pessoa que vê e se deleita em comportamento próprio de um beneficiário da misericórdia.
3.                Eu conscientemente ponho minha esperança na promessa de Deus de que Ele está trabalhando em tudo para o meu bem (Romanos 8:28; Jeremias 32:40-41), para que minha mente e coração descansem em sua misericórdia. Em um nível que eu desfrute deste contentamento da alma dado por Deus que eu possa ser livre de orgulho e medo que podem levar-me a manipular ou abusar de pessoas para meus próprios fins, uma vez que meus fins já estão satisfeitos na misericórdia de Deus.
4.                Enquanto confronto as escolhas morais durante o dia, se tempo e circunstâncias permitem, tento entender os efeitos de cada escolha na vida das pessoas. Então, baseado neste entendimento e tudo que já passou, escolho o que me parece naquela situação ser mais apropriado para um beneficiário da misericórdia e assim dar glória a Deus.



Fonte : Texto extraído do: http://pt.desiringgod.org/resource-library/articles/how-i-make-a-moral-choice

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