quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curiosidades sobre Religiões

No livro “Maçonaria – Escola de Mistérios” do autor Wagner Veneziani Costa, (Editora Madras – 2006),


encontramos um ótimo texto sobre O Plágio Católico, que nos leva a reflexões sobre sincretismo:



O Plágio Católico



Pecado original, venial ou capital, batismo, confissão, comunhão, céu, purgatório e inferno (...) tudo isso foi adaptação feita pelos bispos romanos, que beberam de crenças básicas das religiões antigas, chamadas de pagãs. Pagão vem de paganu, o homem do campo que não possuía religião alguma. Esses campônios serviam de intermediários entre o campo e a cidade e professavam vários credos orientais, fazendo com que o Catolicismo bebesse seus dogmas e ritos. A própria missa também é uma adaptação de cerimônias da Etiópia, do Egito e, ainda hoje, das ilhas da Oceania.

O báculo, a mitra, a dalmática, o pluvial, o ofício dos dois choros, a salmodia, o exorcismo, o incensório suspenso por cinco correntes, podendo abrir-se ou fechar-se à vontade, as bênçãos dadas com as palmas da mão direita sobre a cabeça dos fiéis, o rosário, o celibato eclesiástico, os retiros espirituais, os cultos dos santos, o jejum, as procissões, as litanias, a água benta, a consagração do pão e do vinho ofertados ao Criador, a extrema-unção, as rezas para os doentes e para os mortos, a manutenção dos mosteiros que honram sua religião, as missões de proselitismo feitas por missionários descalços e desprovidos de dinheiro, tudo isso foi retirado do culto lamaico do Tibete, uma modalidade do Budismo hindu. O ritual, o cerimonial, o aparelhamento católico, nada mais são do que cópias de religiões orientais e do Paganismo, até se sentirem bem fortes para persegui-los em dezenas de sanguinolentas cruzadas, como hereges.

As medalhinhas de santos e santas são imitações do escaravelho da medalha egípcia hieroglífica.

Lembremos que Moisés, Jesus e outros fundadores de religiões eram TOTALMENTE CONTRA a idolatria; no entanto, a Igreja Católica faz disso seu maior comércio, colocando a cruz como tabuleta de reclame.

Como coisa rendosa para seus cofres, o Vaticano não faz outra coisa senão canonizar santos e santas, e isso aos centos, de uma vez, para economizar cera!

A religião de Cristo também foi fundada como todas as demais, sob o culto do Sol, recebendo as mesmas idéias, as mesmas práticas, os mesmos Mistérios: LUZ E TREVAS (João 1: 5).

Todas as festas do Catolicismo têm semelhança com as do Paganismo.

E o que fizeram os santos bispos e papas (que são representantes legais do Cristo)? Além de copiarem, começaram a deturpar as palavras latinas usadas nas festas pagãs! Vejam alguns exemplos:

Os pagãos adoravam Baco, conhecido pelos latinos como Líber. Celebravam duas festas, uma chamada urbana, na cidade, e a outra, rústica, nos campos. Para honrar o rei da Macedônia – Demétrio – acrescentaram mais uma, como veremos:

Demétrio tinha sua corte no Golfo de Tessalônica. Pois bem, desse rei fizeram um mártir desse golfo, no ano 303, e o canonizaram como São Demétrio.

Eleutério, que estabeleceu essas festas com denominação de Festim Dionísio, Festim Eleutério, Festim Rusticum, passou a ser Santo Eleutério, e as festas passaram a chamar-se São Diniz, Santo Eleutério e Santa Rústica!

O deus Baco tinha uma amante chamada Aura, e o vento plácido personificava a douçura. Desses termos, fizeram Santa Aura e Santa Plácida!

Os pagãos felicitavam-se com os termos perpetuum, felicitatum; os católicos fizeram disso Santa Perpétua e Santa Felicidade!

No Ano-Novo eles usavam a fórmula: Quid Faustum Felixque sit; os católicos transformaram isso em São Fausto e São Félix!

Das palavras Rogare e Donare fabricaram São Rogaciano e São Donaciano!

De Gobineau diz que “a ignorância e mesmo a política apostólica contribuíram para agravar a devoção rústica. Via-se Júpiter com Thor transformado em São Pedro; Apolo, em São Miguel; Wodan ou Marte, em São Martinho; as mães célticas tornaram-se as três Santas Marias; Ísis, a virgem que deve engendrar, assimilada à mãe de Cristo; e, a coisa mais estranha, Buda colocado nos altares cristãos com o nome de São Josafá!



Citando Henri Estienne, apologista do Catolicismo, lê-se:

“Há grande conformidade em várias coisas entre os deuses dos pagãos e São Bento, entre as deusas e suas sonatas; não há conformidade da parte dos verdadeiros santos e santas, a fim de que meu dito não seja caluniado; mas sim por parte de seus adoradores. Se bem considerarmos a adoração dos deuses e das deusas pelos pagãos, e a adoração dos santos e santas pelos da religião romana, acharemos completa semelhança, afora o modo de sacrificar. E, assim, do mesmo modo os pagãos se dirigiram a Apolo ou a Esculápio, fazendo desses deuses da profissão de medicina e de cirurgia. Católicos não se dirigem também a São Cosme e a São Damião?

E Santo Elói, o santo dos ferreiros, não ocupará a mesma função do deus Vulcano?

E São Jorge, não dão a ele, os católicos, o título que se dava outrora a Marte?

A São Nicolau, não fazem eles a mesma honra que os pagãos faziam ao deus Netuno?

São Pedro como porteiro não corresponderá ao deus Janus?

Por pouco eles fariam crer ao Anjo Gabriel que ele é o deus Mercúrio!

Pallas como deusa das ciências não estará representada em Santa Catarina?

E, em vez de Diana, não têm eles Santo Humberto, o santo dos caçadores?

Idêntico ofício é atribuído a Santo Estáquio.

E quando vestem João, o Batista com pele de leão, não será para ofender à vista o deus Hércules?

Não se vê comumente Santa Catarina com uma roda, como se quisessem representar a deusa da fortuna?

Delfos decidia as questões religiosas fabricando deuses, como Roma fabricava santos”.

Ora, quem fala assim é um católico de quatro costados!

Qualquer turista pode constatar que na Capela Sistina do Vaticano, por ordem do papa e pelo genial pincel de Michelângelo, vêem-se ali agrupadas as sibilas do Paganismo com os profetas do Catolicismo. É que, naquela época, a Igreja Católica ainda vivia dos ensinos dos invisíveis; invisíveis estes que ainda se manifestam no Vaticano, como acontece com as aparições de Pio X, testemunhadas pelos eclesiásticos ali residentes, de cujas inscrições têm-se conhecido aqui fora, apesar da expressa proibição de Pio XI, de serem divulgados esses fenômenos.

Se perguntarmos a qualquer pessoa católica qual foi o grande chefe religioso que, segundo as escrituras, nasceu de uma virgem, escapou da degolação dos inocentes, confundiu os sábios pela precocidade de sua ciência, começou pregando aos 30 anos, foi tentado no deserto pelo Diabo, expulsou demônios, deu vista aos cegos, realizou outros atos milagrosos e ensinou a existência de um Deus supremo de luz, de verdade, de bondade, provavelmente essa pessoa responderá imediatamente: Jesus Cristo, pois tal é o ensino dos livros sacros.

Mas se a mesma pergunta for feita para um persa, ele também responderia de imediato: ZOROASTRO, pois assim foi a vida desse reformador e o ensino do Avesta que existiu milhares de anos antes de Cristo.

Os maniqueístas têm bispos, patriarcas, anciãos, batismo, eucaristia, jejum, ofício com orações cantadas, comemoração anual da morte do seu fundador – Mani –, tal como Cristo.

A Igreja Católica, pela pena de São João Damasceno, na lenda de Barlaão e Josafá, que também foi copiada do Ramayana, no século XVII, e da qual La Fontaine fez a fábula dos Patos do Mano Philippe, tomou a virtude búdica como modelo de santidade e, como tal, aceita e aprovada por Gregório XIII, Xisto V, Urbano VIII, Alexandre VII e Pio IX. Tirou igualmente do Apólogo Búdico, por parábolas e contos, fartos exemplos de moral que foram introduzidos nos seguintes livros da Igreja Romana: Gesta Romanorum, Vida Sanctorum, Vida Patrum, Disciplina Clericales, etc.

No rito xintoísta, verifica-se uma completa semelhança com o culto católico. Assim: benzer pedra fundamental, consagrar casa nova, exorcismo para afastar o espírito da raposa, venda de amuletos, água benta para a cura de doenças, assistência aos moribundos e preces ante o defunto, preces para chover, preces para ganhar a vitória em combates, culto dos mortos, etc.

Segundo sérios estudos, o Budismo foi escrito cerca de 1.300 anos antes de Cristo. É originado do Bramanismo, religião de Rama (Ba-Rama, Brahma) e foi implantado na Índia, na Pérsia e no Egito, oriundo provavelmente da Atlântida, por se encontrarem vestígios na América, no México, no Norte europeu e na própria África.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nsa. Sra. dos Navegantes

Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias)

Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.

É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.

A estátua de Nossa Senhora dos Navegantes foi trazida pelos portugueses no século XVIII,em uma das viagens feitas de Portugal para o Brasil. O dia do ano dedicado a Nossa Senhora dos Navegantes é 2 de fevereiro.

A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses.

Aqueles que viajavam, pediam proteção à Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.

O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades.

Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial no Brasil.

Também conhecida pelos devotos como festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.

Candeias são pequenos aparelhos de iluminação, suspensos por um prego, com recipientes de folha-de-flandres, barro, ou outro material, abastecidos com óleo, no qual se embebe uma torcida.

Segundo a lei mosaica, todo filho varão deve ser apresentado no Templo após quarenta dias do seu nascimento, onde a mãe é submetida a um ritual de purificação.Nossa Senhora se submeteu a essa lei, apresentando o menino Jesus no Templo Sagrado.

Esta festividade dos luzeiros foi denominada "Candeias", porque ainda hoje percorre-se o caminho que Maria fez até o Templo. Os fiéis seguem em procissão, levando nas mãos velas acessas.

Nossa Senhora das Candeias é a padroeira dos alfaiates e das costureiras.







Oração a Nossa Senhora dos Navegantes



Ó Nossa Senhora dos Navegantes,

Mãe de Deus,

Criador do céu, da terra, dos rios, dos lagos e dos mares.

Protegei-me em todas as minhas viagens,

Dos ventos, tempestades, borrascas,

Raios e ressacas para que não perturbem minha viagem,

E que nenhum incidente ou imprevisto cause alteração,

Ou atrase a minha viagem,

Nem me desvie da rota traçada.

Virgem Maria,

Senhora dos Navegantes,

Minha vida é uma travessia de um mar turbulento.

As tentações, os fracassos e as desilusões

São ondas impetuosas,

Que ameaçam afundar minha frágil embarcação

No abismo do desânimo e do desespero.

Nossa Senhora dos Navegantes,

Nas horas de perigo eu penso em vós.

O medo desaparece,

O ânimo, a disposição de lutar

E de vencer fortalecem-me.

Com a vossa proteção e a bênção de seu filho.

A embarcação da minha vida há de ancorar segura

E tranqüila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes,

Rogai por nós,

Amém.


conteudo retirado da internet em 02/02/2011


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mudança no Zodiaco

Brasil


Movimento da Terra mudou signos do Zodíaco, dizem astrônomos



14 de janeiro de 2011

G1








Astrônomos do Planetário de Minnesota, nos EUA, afirmam que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês.

A questão opõe astrólogos, que se baseiam na posição dos astros para fazer o horóscopo, e os astrônomos, preocupados com a posição atual de estrelas e planetas.



“Quando [os astrólogos] dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”, disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium Society à revista "Time". O signo astrológico é determinado pela posição do sol no dia em que a pessoa nasceu, o que significa que, de acordo com os astrônomos, tudo o que se sabia sobre horóscopo está errado.

Ainda de acordo com os o grupo de astrônomos, um 13º signo deveria fazer parte da astrologia, que teria imprecisões desde o seu início. A explicação é que, na

Antiga Babilônia, apenas 12 das 13 constelações foram levadas em conta, ignorando Serpentário, que tem como símbolo a cobra.





De acordo com os astrônomos de Minnesota, esta é o período correto que identificaria cada signo:





Capricórnio: de 20 de janeiro a 16 de fevereiro

Aquário: de 16 de fevereiro a 11 de março

Peixes: de 11 de março a 18 de abril

Áries: de 18 de abril a 13 de maio

Touro: de 13 de maio a 21 de junho

Gêmeos: de 21 de junho a 20 de julho

Câncer: de 20 de julho a 10 de agosto

Leão: de 10 de agosto a 16 de setembro

Virgem: de 16 de setembro a 30 de outubro

Libra: de 30 de outubro a 23 de novembro

Escorpião: de 23 a 29 de novembro

Serpentário: de 29 de novembro a 17 de dezembro

Sagitário: de 17 de dezembro a 20 de janeiro.

http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=118360

dia: 14/01/2011-sexta-feira 18hs.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O que é Liberdade Religiosa?

O que é Liberdade Religiosa?

A liberdade religiosa é o direito que todas as pessoas têm de exercer sua religião ou até de não ter qualquer crença. Qualquer ofensa a esse direito pode ser coibida por medidas jurídicas.Garantir a liberdade religiosa é diferente de simplesmente tolerar uma religião. Não é um favor que as pessoas fazem, mas obrigação de todos e do Estado.

O que fazer em caso de discriminação pela religião ou ausência dela?

Não adianta discutir violentamente com o ofensor.Embora seja difícil, é preciso manter a calma e já pensar no que fazer para efetivar o seu direito.Isso também contribuirá para que outros não sejam discriminados.Uma dica que pode ser útil é tomar nota, mesmo que mentalmente, de todos os detalhes.Se puder, anote o nome, endereço, telefone do ofensor e das pessoas que presenciaram o ocorrido e também, detalhes do local onde aconteceu a discriminação (não tem problema faltarem alguns dados). Dependendo da forma da discriminação, deve-se ainda guardar documentos como nota fiscal, anúncio,propaganda, fotos, reportagens, que podem ajudar na hora de denunciar. Com as informações e eventuais documentos,deve-se ir à Delegacia de Polícia, mais próxima do local onde ocorreu a discriminação ou de sua residência, para pedir que se faça um boletim de ocorrência(BO). Antes de sair da Delegacia, não esqueça de pedir uma cópia do BO. Após, é necessário procurar um advogado ou,caso não tenha condições de arcar com os custos,a Defensoria Pública para propositura das medidas jurídicas cabíveis.

Dispositivos legais aplicáveis aos casos de discriminação

Constituição Federal de 1988, artigo 5º, VI:
“É inviolável a liberdade de consciência e de crença,sendo assegurado o livre exercício dos cultos,religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e sua liturgias”.
Artigo 19, I:
“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
Lei 7.716/89:
Esta lei define os crimes e as punições resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia,religião ou procedência nacional.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Entrevista com Caboclo Roxo

Suas palavras soaram como brisa fresca que certamente vem circulando o mundo desde o início da história dessa religião....A Umbanda!!!
Quanta sabedoria, quanta riqueza Espiritual e quanta humildade!
Sua seriedade, sua postura digna e sua disposição em responder as perguntas tornaram a atmosfera daquele momento "única".
Três velas e uma luz azul ao canto da sala ajudaram a compor aquele cenário misterioso.
Assim, com o charuto entre os dedos e uma postura típica de Caboclo ele disse:
-Fala moça....Pergunte...O que queres saber?
Dentre muitas perguntas, a primeira limitou-se em saber se ele realmente já havia sido um Cabolco, já que é desta forma que ele se apresenta dentro dos trabalhos da Umbanda.E ele respondeu:
-Não! Na minha última encarnação eu fui um médico...Um médico que trabalhava no Oriente em uma terra muito longe daqui, onde o Sol descansa quando cá ele se faz presente.
Meu tempo de reencarnar na Terra foi breve, e tendo desembarcado para o Plano Espiritual, lá permaneci desenvolvendo durante muito tempo trabalhos de cura e encaminhamento aos desencarnados, juntamente com o Espírito de Gabriel (entidade que mais tarde desceu em Terra e fundou a Umbanda).
Os trabalhos realizados eram de auxílio a todos os Espíritos perdidos que se encontravam no Astral.
Por algum motivo, a organização Divina percebeu que o maior número de Espíritos perdidos encontrava-se no Sítio Astral referente à vossa Terra, o Brasil. Assim foi decidido que este seria o local de maior necessidade de limpeza e purificação Astral, e resgate as Almas "encarnadas"que se encontravam abandonadas por conta dos preconceitos da época.
Apesar de o Plano Astral estar muito denso, as necessidades dos homens da Terra tornaram-se prioridade, pois a desencarnação dos desconsolados e sofredores poderia gerar mais densidade em uma Esfera descontrolada, cheia de Espíritos desorientados.
Por isso havia a necessidade da introdução de uma nova religião que abrigasse os que limitavam o desenvolvimento de suas Almas as regras sociais do próprio homem. E esta seria a Umbanda: A religião dos necessitados independente da condição social ou racial!
Reconhecendo a necessidade deste Projeto Espiritual e ciente da minha missão, busquei o ensinamento dentro da cultura de vosso País, e em Espírito estagiei entre os indígenas buscando inteirar-me a cerca dos costumes, da linguagem e dos benefícios de uma medicina até então desconhecida para mim.
Com a permissão do Pai Maior os grupos de organização (conhecidas falanges) começaram a ser formados. A cada desencarnação de um Espírito " negro ou índio" (os mais descriminados na época) havia uma reintegração dos mesmos dentro desta nova religião no Plano Astral, que após uma instrução Espiritual individualizada, permitia-os trabalhar em benefício dos irmãos condenados que ainda viviam na Terra, e dos que humildemente reconheciam sua sabedoria e vinham em busca de orientação e socorro.
Tudo isso dentro da nossa supervisão, minha, de Gabriel e de outros Espíritos que colaboraram para a fundação desta nova religião
A finalidade maior desta religião era poder integrar encarnados e desencarnados no caminho da evolução e da consciência Espiritual.
Para alcançar os objetivos deste trabalhos Espiritual, dentro desta roupagem à que muito contente me submeti ( como Caboclo), e dentro da responsabilidade de uma enorme falange, desenvolvi um trabalho de conscientização entre os que buscaram a minha ajuda.
Assim, dentro da permissão Maior, realizo meus trabalhos visando as necessidades dos "dois lados", de dia ou de noite, de noite ou de dia, não importa, onde houver proteção haverá realização.
Tudo se cumprirá com a permissão do nosso Senhor independente da Luz ou da sombra...E eu cá estarei sempre, liderando ambos os lados.
Depois de uma pequena pausa, levando o charuto até a boca e estalando fortemente os dedos da mão, ele continuou:
-Sabe moça, o início desta religião foi muito confuso! O homem da terra no início desta religião deixou a coisa muito confusa. O homem da terra não entendia como as coisas aconteciam, então o próprio homem acabou misturando esta religião com a cultura de outros Países que também ensinavam a Espiritualidade, onde grande parte do povo de longe se encontrava presente em vossa Terra.
Só agora, depois de muito tempo é que algumas coisas começaram a serem mudadas e esclarecidas. Isso porque aparelhos como "este" e como muitos outros que se encontram espalhados por este País a fora, buscam erguer um propósito de final!
Dentro da seriedade e da verdade, firmarão cada vez mais a posição dessa religião em vosso País.
Muitos que caminham dentro desta religião não entendem exatamente como as coisas acontecem.
É preciso compreender que não existem regras específicas para o Mundo Espiritual, porque para este mundo sem fronteiras absolutamente tudo é possível !
Alguns lugares trabalham dentro de uma organização hierárquica sem misturas, outros como " Caboclo Roxo", realizam trabalhos fundamentados no amor e na realização independente das falanges que são utilizadas.
Por este motivo é preciso que principalmente os filhos da minha casa entendam que independente da ordem hierárquica, o resultado será atingido.
A organização dos homens jamais compreenderá a organização dos Espíritos.
Eu sei que muitos filhos que cá trabalham sentem-se confusos porque trabalham de um lado sentindo a presença do outro, mais este é o método de trabalho usado na minha casa sob a supervisão Maior, e sobre a responsabilidade da missão a que me foi designada.
Eu sou um Caboclo Chefe de falange de terceiro grau!
A minha missão como Chefe de falange é muito diferente da de outros Caboclos também Chefes de falange, por este motivo poucas pessoas sabem definir minha linha de trabalho.
Dentro da minha falange eu tenho " Exú Escravo"...Isso mostra que não são apenas os de penas ( Caboclos) que trabalham na minha falange. Um pouco de "todos" trabalham dentro desta missão.
Minha coordenação estende-se diretamente ao trabalho com todos os desencarnados...E trabalhando com todos os desencarnados, dentro desta hierarquia e da minha coordenação eu tenho vários Exús que vem caminhando dentro da minha linha, assim como tenho também vários Caboclo e vários Caboclos que trabalham também sempre virado em um Exú, sempre virado para as Almas, sempre virado na Linha Omulú.
Por isso é que quando aparece um Caboclo ninguém sabe a que falange ele pertence, e nem quem vem liderando esta falange!!... Pode perfeitamente ser um Exú de cara, pode ser um Exú Ventania, que eu sou chefe dele...Pode ser um Exú do Rio, que eu também comando...Pode ser um Exú Curador e pode ser um Caboclo Pena Preta, ou um Caboclo do Mato...
Comando também dentro da minha falange Espíritos desencarnados que trabalham hoje para o bem desta religião. Espíritos que viveram em Terra, que tiveram uma história, um nome e que morreram, e hoje estão dentro do aprendizado do Mundo Espiritual.
A eles também se estende minha missão, onde eu devo fazer com que eles trabalhem para o entendimento e a elevação.
Sendo assim, eu trabalho com os desencarnados, com as entidades em evolução, e trabalho com os Caboclos também...Tudo dentro da minha coordenação!
Caboclo vai deixar cá uma mensagem: Uma mensagem de coração, porque nesta religião só o coração move as pessoas...
Nesta religião chega o descrente, nesta religião chega o crente...O crente que não sabe nem o que está fazendo mais ele crê...O descrente que as vezes vem por alguma dor...Mais dentro da minha casa, do meu fundamento e do que diz esta religião, aqui todas as pessoas serão tocadas pelo coração e nunca pela mente, pelo certo ou pelo errado, ou pelas verdades ou inverdades que muitos dizem sobre este segmento que foi completamente deturpado pelo próprio homem.
Independente dos que trabalham distorcendo a verdade deste segmento, ou dos que apedrejam sem ao menos pisar neste espaço que busca promover a cura e trazer a prosperidade eu digo- Da minha casa, deste mundo material que cá me encontro, do meu mundo Espiritual, dos meus filhos que cá trabalham, e de todas as pessoas diferentes uma das outras que aqui buscam orientação, eu digo que na minha casa todos serão pegos pelo coração, pela verdade que pratico e pela missão que me foi dada.
Assim, atingindo os corações eu atinjo a Luz de Nosso Pai, Nosso Senhor, fazendo com que uma verdade perdure até o fim da vida de todos os que seguirem meu caminho, e pisarem em minha casa.
Assim, murmurando palavras de agradecimento com os olhos elevados a imagem de Cristo no Congá ele subiu...
fonte: http://umbandadeomoloco.blogspot.com/2007/12/entrevista-ao-caboclo-roxo.html
Obs. Minha obrigação com este blog e somente divulgar as ideias de nossa querida Umbanda, desde ja peço permissão do autor para divulga-la.
Abraços Fraternos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Caboclo Jatapequara


Jatapequara ou Japetequara, conhecido também como rei dos índios, teria sido um turco que chegou ao Brasil no século XVII e encantou-se numa árvore de sucupira, castanha-escura, pesada e resistente, da floresta amazônica. Quando vem na guma dança curvado, como um velho honorável, e é recebido por alguns cantos fabulosos.

Ainda flora a sucupira
Ainda flora o guerreiro
Ainda flora a sucupira
Ainda flora o guerreiro
Ainda flora a sucupira
Caboclo velho é flecheiro
Ê caboclo velho
Das barras do Ariri
Lagoa grande secou
Todos morreram
Eu não morri!

Obs. Indio velho brasileiro, um flecheiro de amor e guerra a sua disposição.

O que procuras na Umbanda?

Venho fazer esta pergunta avocê leitor e amigo, pois trabalho na umbanda ja faz algum tempinho e tenho notado o desenteresse das pessoas em entender a Umbanda, esta religião continuar ser um misterio para muitas pessoas, acho eu que inclusive você que ler.
Pois bem, vamos tentar entender a Umbanda,,,,,,somos uma religião genuinamente brasileira, que agregou muitos espiritos que estavam esquecidos no astral por nao encontrarem espaço em outras religiões para trabalhar, alguns destes espiritos baixam como Caboclos, Pretos e crianças e alguns como guardiões(Exus e Pombo-Giras), mais tmeos outros muitos, indianos, portugueses, e outros mais,,,,,. Nossos rituais se baseia basicamente em orações e curas atraves destes espiritos, mais temos a imposição da mão, atraves da famosa reza em crianças e adultos(os antigos nos ver como rezadores).
Atendemos tambem em casos de união, mais nunca em desunião, pois o objetivo da religião sempre é o Amor, portanto nao fazemnos amarrações, como muitos dizem por ai,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,.
Umbanda e Umbanda, marmota e marmota, portanto tentem entender a umbanda e nao associa-la a pequenos afazeres de pecadores.





quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CAUSAS DAS DOENÇAS DE ACORDO COM PARACELSO

Theophrastus Bombastus, chamado Paracelso (1493-1541), foi um grande ocultista e determinou os seguintes Cinco Princípios, pelos quais surgem as verdadeiras causas das doenças:
1. PRINCÍPIO ASTRAL (ENS ASTRALE) - Baseia-se em realidades cósmicas, as causas são do tipo astral, ou causadas no corpo astral pessoal ou pelo mundo astral. Influências climáticas e infecções podem ser também incorporadas.
Efeito: Todos os vícios, epidemias, ódio, vida psíquica impura
Remédio: Autocontrole, auto-disciplina, bondade, amor, compaixão
Emoção: Simpatia/pensamentos (terra)
Cor/som: Amarelo/canto (boca) 2. PRINCÍPIO VENENOSO (ENS VENENI) - Surge dos venenos e envenenamentos do corpo humano, portanto uma desarmonia de impurezas, má alimentação, má respiração, todas as coisas contrárias à constituição da pessoa.
Efeito: Vida desregrada, drogas (ópio, cocaína, fumo, bebida)
Remédio: Cuidar de uma boa alimentação/homeopatia
Emoção: Tristeza/preocupação (ar)
Cor/som: Branco/choro (nariz) 3. PRINCÍPIO NATURAL (ENS NATURALE) - Fica na constituição natural (natureza) do homem. Você não pode fugir de si mesmo. As causas são predeterminadas, fixas. São doenças herdadas, que já vem com o nascimento. Não podem ser curadas com substâncias materiais, somente seu efeito pode ser amenizado.
Efeito: Todas as influências hereditárias
Remédio: Magnetismo e alopatia
Emoção: Medo (água)
Cor/som: Preta/gemido (ouvidos) 4. PRINCÍPIO ESPIRITUAL (ENS-SPIRITUALE) - As causas da doença são de origem mágica, originadas ou de espiritualidade estranha ou do próprio espírito, às quais fica submetida, sem a percepção do corpo e da alma. Compreende todas as doenças causadas por uma imaginação doentia e uma vontade mal dirigida, são as doenças psíquicas ou da idéia.
Efeito: Teimosia, vacilação, preocupações, obsessão, obstinações
Emoção: Raiva/zanga (madeira)
Cor/som: Verde/grito (olhos) 5. PRINCÍPIO DIVINO (ENS-DEI) - Só podem ser curadas quando o homem alcançou o amadurecimento através delas. Estas doenças são impostas com fins de purificação. O médico não pode fazer nada, é Carma.
Efeito: Carma leve, moderado, pesado
Remédio: Ser um mago para chegar até ao segredo da doença e reconhecer a hora certa para intervir
Emoção: Alegria (fogo)
Cor/som: Vermelho/riso (língua) NOTA: Segundo ainda Paracelso as doenças são catalogadas da seguinte forma:
Do lado direito do corpo tudo é físico
Do lado esquerdo do corpo tudo é psíquico
Do lado da frente do corpo tudo é positivo (elétrico)
Do lado das costas do corpo tudo é negativo (magnético)
Doenças
Causas (Pensamentos - Padrões negativos)
Cura (Pensamentos - Padrões positivos)
Acidentes
Rebelião contra autoridade. Crença em violência, raiva
Paz e segurança. Eu amo e aceito tudo na vida
Acne
Não se aceitar; desamor de si
Eu me amo, eu me aceito onde eu estou agora. Eu sou maravilhoso
Adenóides
Atritos familiares, discussões. Criança se sente mal querida
A criança é querida e bem-vinda
Alcoolismo
Sentimentos de futilidade, inadequação, culpa e auto-rejeição
Eu relaxo o passado. Eu tenho valor. Eu me amo e me aceito agora
Alergias
A quem você é alérgico? Falso ego e sensibilidade
Eu estou em Paz. O mundo é seguro e amigo
Amigdalite
Emoções reprimidas e medo; raiva reprimida
Nada impede o bom em mim. Eu permito a liberdade de expressão, das idéias divinas, que fluem e ganham significado em mim
Anemia
Falta de prazer; desinteresse da vida
Meu mundo é cheio de alegria e estou interessado em tudo
Apendicite
Medo da vida; bloqueio do fluxo das sensações
Alegria; eu relaxo e deixo minhas sensações fluírem
Arteriosclerose
Resistência; tensão; abertura mental estreita
Eu estou completamente aberto para a vida e a alegria. A vida é boa
Artrite
Amargura, ressentimento, crítica, sentimentos de desamor
Amor e perdão. Eu deixo os outros serem eles mesmo. Eu sou livre
Asma
Super sensibilidade; amor sufocado; supressão do choro, sentimentos sufocados
Eu sou livre. Eu me encarrego da minha própria vida. Eu posso expressar meus sentimentos como eles são
Ataques, golpes, congestão
Rejeição da vida; auto-violência, resistência extrema
Eu aceito a vida passada, presente e futura. Vida e alegria
Bexiga (problemas)
Ansiedade; resistência contra novas idéias
Eu abandono o passado, despreocupo me do futuro. Eu aceito o que é novo, agora
Boca (problemas)
Incapacidade de engolir idéias; fixação de opiniões e mente fechada
Eu dou boas-vindas a idéias e conceitos novos
Bronquite
Ambiente familiar inflamado
Paz. Ninguém consegue irritar-me
Bursite
Raiva reprimida, vontade de bater em alguém
Eu relaxo a raiva de maneira que ela não cause mal. O amor relaxa
Câimbras
Tensão; segurar-se; oprimir-se
Eu relaxo e deixo a vida fluir
Câncer
Profundos segredos ou aflições corroendo o Eu; retenção longa dos ressentimentos; ferimentos profundos
Não existem segredos. Eu deixo que o passado se vá. Meu presente é preenchido com alegria
Catarata
Futuro pouco claro; inabilidade de ver a frente
Eu sou livre. A vida é eterna e cheia de alegria
Ciática
Medo do dinheiro e do futuro
Eu me movimento no melhor de tudo. Meu bem está em todo lugar e eu estou seguro
Cisto
Crescimento falso; fomentação de choques e machucados emocionais
Eu dissolvo velhas raivas. Nada pode ferir-me
Coceira
Desejos insatisfeitos, remorso; punição e culpa
Tudo que eu precisar estará sempre aqui. Eu aceito tudo de bom sem sentimentos culposos
Colesterol
Entupimento dos canais do prazer; medo de aceitar o prazer
O prazer é normal. Meus canais estão largamente abertos. Eu amo a vida
Colite
Pais superexcitados; opressão, menosprezo; necessidade de afeto
Eu sou livre-pensador. Eu estou em paz na minha mente
Contensão, (machucaduras, esgotamento)
Pequenos impactos da vida
Não existe razão para eu bater na vida. Eu estou agindo com amor
Coração
Problemas emocionais sérios longamente suportados; falta do prazer, rejeição da vida. Crença nas pressões e no esforço
Alegria, alegria, alegria, amor e paz. Eu prazerosamente aceito tudo na vida
Corcunda
Raiva atrás de você, ressentimento conservado
Eu vejo o passado com alegria. Ninguém jamais me fez mal
Crescimento
Nutrir ferimentos emocionais, falso senso de valores e orgulho
Perdão. Eu amo a mim mesmo. Não irei fazer-me mal
Dedos
Super exagerar os detalhes da vida (unhas- super analisar)
Eu relaxo conscientemente de que a sabedoria da vida cuida dos detalhes
Defeitos de nascença
Necessidade de reencarnação; você pediu para vir assim
Não se sinta culpado. Você e seus pais, têm algo a aprender
Dentes
Sustentar longas indecisões; incapacidade de derrubar idéias por análise ou decisão
Eu faço minhas decisões baseado nos princípios da verdade e fico seguro com o resultado
Deslocamento de disco
Indecisão; não se sentir emocionalmente amparado pelos outros
Eu sou corajoso e independente. Eu sou amparado pela vida
Desmaios
Medo; não poder conviver ou enfrentar; apagar-se de tudo
Eu tenho poder, força e conhecimento para lidar com tudo na vida
Diabetes
Profundo sentimento de mágoa; falta de açúcar na vida
Eu permito que a vida seja gostosa. Eu deixo o passado ser apenas passado. Eu aceito que o prazer e a alegria sejam as bases da minha vida
Doenças venéreas
Culpa sexual; crença de que os órgãos genitais são pecaminosos e sujos; necessidade de punição
Eu amorosa e prazerosamente aceito minha sexualidade e sua expressão. Não há culpa sem punição
Dor
Congestão, bloqueio; crença em barreiras; punição, culpa
Eu descanso minha necessidade de punição. Eu deixo a vida fluir
Dor de Cabeça
Tensão, revolta, contrariedades emocionais. Sentimentos feridos
Paz, amor, alegria, relaxamento. No meu mundo tudo está bem
Dor de ouvido
Raiva; não querer ouvir
Eu ouço com amor e prazer. Sempre escuto o bom de tudo
Edema
Super sensibilidade, individualidade machucada. Personalidade ferida
Eu sou seguro, ninguém ameaça minha individualidade
Enjôo de carro
Medo-dependência, sentimento de ser pego em armadilhas
Eu ando facilmente no tempo e espaço. Não existe o medo
Enjôo do mar
Medo; medo da morte
A vida continua. Não existe a morte. Somente mudanças
Enlouquecer
Reter amor e consideração
Eu respondo à vida, reparto meus sentimentos e meu amor. Eu sinto... eu amo...
Envelhecer
Crença social; velhos pensamentos
Eu me amo e me aceito em todas as idades; cada idade é perfeita. Eu sou espírito. Eu sou eterno
Enxaqueca
Resistência ao fluir da vida; medos sexuais. Desperdícios emocionais
Eu descanso no fluxo da vida. Deixo-a fluir através de mim
Epilepsia
Rejeição da vida; sensação de perseguição; violência contra si
Eu amo a mim mesmo e a toda a vida. A vida é uma eterna alegria
Esclerose múltipla
Dureza mental, coração endurecido, vontade de forra; inflexibilidade
Eu não tento me controlar. Eu me solto com alegria na vida
Espinhas
Crença na feiúra, culpa, ódio de si
Eu não propago pensamentos feios. Eu amo todo o meu corpo. Não há culpa
Estomago (problemas)
Incapacidade de assimilar idéias. Medo de novas idéias
Eu assimilo novas idéias facilmente. A vida concorda comigo
Excesso de peso
Insegurança; auto-rejeição; procura de amor. Medo de perda, sufocar sentimentos
Eu me aceito e me amo como eu sou. Eu sou sempre seguro no espiritual
Face (doenças)
Representa individualidade, reconhecimento
Reconheço meus verdadeiros valores. Minha individualidade
Fadiga
Resistência, aborrecimento; falta de amor pelo que faz
Estou entusiasmado com a vida. Cheio de Energia
Febre
Queimar-se com alguém ou algo; raiva
Eu sou calmo, exprimo amor e paz
Febre do Feno
Congestão emocional; confusão nas crenças; medo do moralismo
Eu nego qualquer moralismo. Eu sou uno em tudo na vida
Gagueira
Insegurança; falta de auto-expressão
Eu me permito falar por mim. Eu me comunico com amor
Garganta
Repressão de raiva; ferimentos emocionais engolidos
Eu me expresso com alegria. Ninguém pode ferir-me
Gastrite (gases)
Reter idéias indigestas; sufocar o ar por medo
Eu deixo a vida fluir através de (gases) mim
Gengivas (problemas)
Inabilidade de levar avante as decisões uma vez que elas sejam tomadas
Eu sou uma pessoa decidida. Eu deixo-me ir pela vida
Glândulas (problemas)
Desequilíbrio; falta de ordem; distribuição insuficiente
Eu estou em equilíbrio total. Meus sistemas estão em ordem
Glaucoma
Pressão emocional por sustentar por longo tempo sentimentos feridos
Ninguém pode jamais me ferir. Eu vejo com amor e ternura
Gota
Impaciência, raiva, dominação
Eu deixo o ego e sentimentos de superioridade irem-se. Deixo os outros serem o que são
Gripe
Respostas a negatividade e crença geral; medo, crença em estatísticas
Eu não sou governado pelas crenças de grupos ou preconceitos. Eu sou livre de todas influências
Hemorróidas
Carga, pressão, tensão, medo de deixar acontecer
Eu descanso todo o peso e as cargas. Eu vivo na alegria do presente
Hepatite
Medo, raiva, ser odiado. O fígado é o local da raiva e emoções primitivas
Eu deixo ir agora tudo que não preciso mais, minha consciência esta limpa, cheia de vida
Hérnia
Carga, resistência mental, autopunição; raiva; expressões criativas incorretas
Minha vida é calma e harmoniosa. Eu me amo com ternura
Herpes
Prolongada suspensão nervosa
Estou descansado de todos os meus pensamentos e de todas atividades. Que a paz esteja comigo
Hipoglicemia
Desequilíbrio no sistema
A aceitação do prazer equilibra o meu sistema
Impotência
Pressão sexual, tensão, culpa; crenças sociais; rancor contra um antigo parceiro
Eu permito que todo poder dos meus princípios sexuais opere com facilidade e prazer
Inchaços (verrugas)
Auto-rejeição, medo, falta de amor
Eu só adiciono amor em mim. Nada terá mais poder em mim
Indigestão
Medo, ansiedade, pavor
Eu recebo o novo e assimilo
Infecções
Irritação, raiva, chateação
Nada tem o poder de irritar-me. Eu sou pacífico e harmonioso
Insanidade
Escapismo, recolhimento; violenta separação da vida. Ressentimentos familiares
Minha mente sabe sua verdadeira identidade e eu sou um ponto criativo da expressão divina
Insônia
Tensão, culpa, medo
Eu descanso do dia e mergulho num sono perfeito, pacífico
Laringite
Medo de verbalizar opiniões; raiva. Ressentimento da autoridade
Eu posso falar por mim. Eu me expresso livremente
Mãos
A habilidade de segurar e deixar as idéias escaparem; medo de novas idéias
Eu lido com todas as idéias com amor e facilidade
Mau hálito
Atitudes podres, pensamentos estúpidos
Eu falo com amor. Eu expiro o que é bom
Menopausa
Medo de não ser mais querido, auto-rejeição. Modo de envelhecimento
Eu sou equilibrado em todos os ciclos da mudança, abençôo meu corpo com amor
Nervos e nervosismo
Comunicação, luta, pressa; medo, ansiedade. Pensamentos confusos
Eu estou na interminável jornada pela eternidade. Que a paz esteja conosco. Não existe nenhum lugar para o qual devamos nos apressar
Olhos (problemas)
Não gostar do que vê em sua vida. Medo do futuro; não ver a verdade
Eu vejo com olhos amorosos, eu vejo, a verdade, eu vejo claramente
Ombros
Suportar carga, excesso de carga
A vida é alegria e liberdade; tudo o que aceito é bom
Ossos (problemas)
Rebelião contra a autoridade (os ossos são a estrutura do universo)
Eu estou em paz com a autoridade. Em meu mundo, sou minha própria autoridade
Paralisia
Medo, escapismo, resistência, choque
Eu sou uno com a vida. Eu bendigo minhas experiências
Pele (problemas)
Sentir-se ameaçado na individualidade; falta de segurança, impaciência; assadura; maneira de ganhar atenção
Eu aceito minha individualidade. Eu sou emocionalmente seguro. Eu ganho atenção de maneira positiva
Pernas (problemas)
Medo do futuro (as pernas carregam você para frente)
Eu me movo com confiança e alegria
Pés (problemas)
Medo do futuro
Eu paro na verdade. Vou adiante com prazer. Tenho compreensão espiritual
Pescoço (problemas)
Inflexibilidade, recusa em ver outros lados da questão; teimosia
Eu sou flexível. Aceito outros pontos de vista
Pneumonia
Desespero; cansaço da vida, preocupações emocionais; distúrbios internos
Eu recebo livremente idéias divinas, impregnadas com o hálito da vida
Pressão sangüínea
ALTA: manter por longo tempo problemas insolúveis; BAIXA: depressão, mágoa, derrotismo, raiva
ALTA: eu sou alegria e deixo o passado dissolver-se. BAIXA: eu vivo com mais alegria agora; a vida é alegria
Prisão de ventre (intestinos)
Recusa de relaxar sobre velhas idéias; mesquinhez
Eu relaxo o passado, generosamente permito que a vida flua através de mim
Próstata (problemas)
Desistência, derrotismo sensualidade excessiva com sentimento de culpa; crença na velhice
Eu aceito minha masculinidade; eu sou eternamente poderoso. Sexo é prazer
Psoríase (pele)
Insegurança emocional
Eu sou pacífico e seguro. Eu estou em paz com tudo na vida
Pulmões
Medo de receber e dar-se à vida
A respiração flui através de mim
Quadris (problemas)
Medo de ir avante em decisões importantes
Sigo com alegria, amparado e sustentado pelo poder da vida
Queimaduras
Raiva; queimar-se com os outros
As pessoas não tem poder contra mim. Eu tenho paz no meu ambiente
Raquitismo
Desequilíbrio emocional; falta de amor e segurança
Eu sou seguro e nutrido pelo amor do Universo
Resfriados
Confusão, desordem, pequenos machucados; família e crenças estereotipadas
Eu sou livre-pensador; estou em paz com minha mente
Retenção (líquidos)
O que é que você tem medo de perder?
Eu descanso com alegria, e espontaneidade
Reumatismo
Falta de amor; ressentimento; amargura crônica; vingança
Eu tenho compaixão com os outros e comigo. Eu aceito sentimentos prazerosamente
Rins (problemas)
Crítica, sensibilidade, desapontamento
Eu vejo somente o bom em tudo. Ações corretas sendo tomadas. Eu estou realizado
Roer unhas
Separação dos pais, pedaço de si que se recalca
Eu sou indivíduo criativo. Aceito, sou seguro em minha maturidade
Sangue (problemas)
Falta de alegria; faltas de circulação das idéias; pensamentos estagnados
Alegria. Com alegria as novas idéias circulam livremente
Sinusite
Presença de pessoa que o irritam
Ninguém tem o poder de me irritar a menos que eu permita. Paz e harmonia
Surdez
O que você não quer escutar? Rejeição, teimosia, isolamento
Eu escuto Deus. Eu escuto o prazer e a vida, sou parte dela
Tórax (cisto)
Super dimensão de atitudes e propósitos na vida. Super proteção
Eu sou livre e permito liberdade a todos
Tosse
Nervosismo, amolação, crítica
Me expresso pacificamente e falo com amor
Tuberculose
Egoísmo; possessão; crueldade
Eu não me sufoco na vida. Meus pensamentos desenvolvem ótimas idéias. Todos momentos da vida são cheios de sentido
Tumor
Crescimento falso; ferimentos e choques emocionais
Descanso e perdão. O amor dissolve ferimentos
Tumor no cérebro
Crenças incorretas computadas; teimosia; recusa em mudar os velhos padrões
Tudo na vida é mudança. Meus padrões são sempre novos
Úlceras
Algo se corrói em você; ansiedade, medo, tensão. Crença em pressões
Nada pode irritar-me; sou pacífico, calmo e feliz
Urinar na cama
Medo dos pais (normalmente do pai)
Amor, compreensão e compaixão
Urticária
Pequenos medos escondidos; exagero de pequenos problemas
Eu estou em paz com as pequenas coisas da vida
Vaginite
Culpa sexual; sentimento de perda de alguém ou algo amado
As formas e as vias podem mudar. O amor nunca se perde. Todas as partes do meu corpo são bonitas
Varizes
Negatividade, resistência; remoer emoções; sustentar um trabalho que você odeia; circulação entravada, atulhada de idéias; desencorajamento
Eu me movimento e vivo com prazer. Eu amo a vida e circulo livremente
Vesícula (pedras na)
Amargura; pensamentos dolorosos que você não encontra meios de evitar
Jubilosamente deixo o passado ir-se. A vida é boa. Eu sou bom
fonte umbanda racional

sábado, 1 de novembro de 2008

Zumbi o Rei Negro e os Quilombos

Zumbi o Rei Negro e os Quilombos________________________________________

Embora se costume atribuir, mais ou menos arbitrariamente, a data de 1630 para o início da existência plena dos Palmares, pesquisas recentes indicam que desde os primeiros tempos do século XVII as autoridades, como o governador de Pernambuco Diogo Botelho, se preocupava com o ajuntamento de negros fugidos na região que se estendia da zona ao norte do curso inferior do São Francisco, em Alagoas, até às vizinhanças do cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.
Uma expedição comandada por Bartolomeu Bezerra havia sido mandada, entre 1602 e 1608, para exterminar o agrupamento rebelde.
Entretanto, o assombroso crescimento do quilombo deu-se efetivamente a partir de 1630, quando as guerras com os holandeses desarticularam momentaneamente a economia e a organização açucareiras, relaxando a vigilância dos senhores.
Mesmo na Bahia, as fugas em massa de escravos durante a luta foram comuns, permitindo a formação dos aldeamentos de Rio Vermelho e Itapicuru, destruídos respectivamente em 1632 e 1636.
Nos Palmares (região assim denominada pela presença intensa da palmeira pindoba), os negros se espalharam por uma região acidentada e de difícil acesso, coberta de espessa mata tropical, o que dificultava as investidos dos brancos.
Estes exigiram das autoridades alguma ação contra o quilombo desde o tempo do domínio holandês. Os capitães Rodolfo Baro e Blaer atacaram-no respectivamente em 1644 e 1645, com escassos resultados.
Por volta dessa época, os aldeamentos deviam contar com cerca de 6 mil pessoas, número que se multiplicaria bastante, mais tarde.
A natureza, embora inicialmente áspera, facilitava a sobrevivência, pela abundância de árvores frutíferas, animais de caça e rios piscosos que também resolviam a necessidade de água, em locais de fácil acesso. Derrubada a mata em clareiras, o solo restava fértil e úmido para o plantio.
Experientes no trabalho agrícola, os negros mantinham plantações que lhes propiciavam farta subsistência, chegando a gerar excedentes em pequena escala. Além da alimentação natural, a mata lhes fornecia também os materiais necessários à construção de suas choças, normalmente feitas de várias palmeiras, ao fabrico de seus móveis rústicos e utensílios, bem como argila para sua cerâmica.
Em alguns aldeamentos, praticavam uma metalurgia rudimentar, e os relatos falam de uma série de atividades artesanais entre eles. Entre os produtos agrícolas, destacava-se o milho, do qual muitas lavouras foram encontradas e destruídas pelos brancos, a mandioca, o feijão e a batata-doce. Banana e cana-de-açúcar também eram cultivadas, para o fabrico de rapadura e aguardente.
A importância das plantações palmarinas pode ser avaliada pelo fato de que o próprio Rei D. Pedro II (1683-1706), em despacho referente a uma das expedições que deviam atacar o reduto, recomendava que a data desta coincidisse com a época de colheita dos negros, para permitir o abastecimento da tropa.
As aldeias que compunham o quilombo eram chamadas mocambos, ajuntamentos de casas primitivas cobertas de folhas de palmeira, protegidos por paliçadas duplas de madeira.
Espalhados por uma área de cerca de sessenta léguas (por volta de 1675), eles chegaram a abrigar uns 20 mil habitantes, segundo Jácome Bezerra, em 1671, ou 30 mil, segundo Brito Freire. Essa população era bastante heterogênea. Entre os negros, encontravam-se elementos das mais variadas nações africanas, com predomínio de originários da Costa da Guiné, mas no quilombo havia também mestiços brasileiros e indígenas.
No mocambo do Engana-Colomim, quase só havia índios, vivendo e lutando ao lado dos negros em uma fraternidade racial nascida do conflito comum com o branco.
Nos rituais religiosos e nos hábitos culturais (sobre os quais existem poucos dados), isto interferia, na medida em que tudo ganhava um caráter sincrético. Não foi possível determinar o grau de predominância de alguma das culturas da costa guineana nos hábitos palmarinos, mas sabe-se que estas eram bastante misturadas com o catolicismo popular, como nos futuros "Candomblés" e "Umbandas".
No mocambo do Macaco, existia uma capela com imagens de divindades católicas e rezavam-se orações cristãs, chegando até a se celebrarem casamentos. As uniões conjugais, por sua vez, também não tinham regras fixas, encontrando-se tanto a monogamia quanto, como no caso do rei Ganga-Zumba, com suas três esposas, a poligamia.
Os portugueses, na tentativa de descaracterizar a organização social palmarina, pouco anotaram sobre seus padrões e normas éticas, mas sabe-se que, seguindo tradições africanas, "o roubo e o assassínio eram igualmente punidos com a morte".
Quanto aos negros que, no caso de uma incursão palmarina contra alguma fazenda das vizinhanças, se recusassem a unir-se aos fugitivos, eram feitos escravos até que concordassem em libertar mais algum cativo. É importante notar que as expedições contra as senzalas, que aterrorizavam os senhores, eram uma prática não muito comum depois que o quilombo atingiu suas dimensões máximas: os senhores das redondezas acabavam por entrar em acordo com os quilombolas, para uma convivência pacífica.
A "colaboração" de brancos com os rebeldes de Palmares foi muito freqüente. Os seus excedentes agrícolas interessavam aos lavradores e mascates, que os trocavam por armas e utensílios.
Por outro lado, para se prevenir de um ataque, alguns senhores pagavam uma espécie de tributo aos mocambos, práticos veementemente condenados pelas autoridades, que também puniam o comércio. Domingos Jorge Velho denunciou o Desembargador Cristóvão de Burgos, proprietário dos arredores palmarinos, como "colono dos negros", impedindo-o de entrar novamente na posse de suas terras após o término da guerra contra aqueles.
Essa "colaboração" prendia-se, como a trégua que seria assinada em determinada ocasião entre Ganga-Zumba e o governo de Pernambuco, à realidade efetiva do poder que os negros conseguiram na região. Embora não tivessem objetivos diretamente políticos, e pretendessem apenas a liberdade e o bem-estar, os fugitivos concentrados em Palmares representavam por isso mesmo um elemento profundamente subversivo da ordem colonial, a ser incessantemente combatido pelos senhores e autoridades.
E por isso mesmo, na medida em que adquiriam mais forças, podiam impor politicamente, através de negociações, alguns de seus objetivos.
Da mesma forma, organizaram um verdadeiro Estado em moldes africanos, em que os chefes dos mocambos, organizados na forma de comunidade tribal, elegiam o rei, baseados em critérios como coragem, força e capacidade de mando. O primeiro rei foi Ganga-Zumba, substituído depois de morto por seu sobrinho Zumbi, não por um critério de hereditariedade, mas pela liderança efetiva que este exercia, e que chegou a empanar a de Ganga-Zumba nos últimos anos de sua vida.
Entretanto, a existência do Estado palmarino era absolutamente incompatível com a ordem lusitana e branca; ele devia ser incontinenti destruído.

As guerras dos Palmares_________________________________________________

As guerras dos Palmares evidenciaram a coragem e o engenho que o amor à liberdade incutiu nos negros rebeldes, sua capacidade de resistência aos ataques brancos, permitindo-lhes manter-se por mais de 65 anos, manifestou-se também no fato de que o quilombo foi o único a ter fortificações regulares, cuja eficácia causava espanto ao inimigo, ao mesmo tempo em que os negros se valiam também (e principalmente) da guerra de movimento, em um terreno por eles bem conhecido e que multiplicava as agruras dos atacantes.
Já nos referimos acima aos ataques levados a efeito pelos holandeses, sem sucessos significativos; os negros, advertidos da expedição Blaer-Rejmbach (1645), simplesmente se retiraram para o mato, abandonando a maior parte de seus mocambos. A expedição de Baro (1644) também não passou de uma "escaramuça".
Depois da expulsão dos batavos, em 1654, durante muito tempo houve apenas incursões policiais, ou de bandos de jagunços, que os senhores de engenho enviavam como represália por ataques às suas senzalas. A primeira "entrada" de grande porte enviado aos Palmares foi a do mestre-de-campo Zenóbio Accioly de Vasconcelos, em 1667.
Zenóbio atacou pela retaguarda, subindo o rio Panema e, na serra do Comonati, destruiu um mocambo e fez algum reconhecimento da região.
Esta entrada fora organizada pelo governo de Pernambuco, mas as dificuldades financeiras deste, agravadas pela crise do comércio açucareiro que se iniciava, levaram-no a deixar aos cuidados das vilas próximas o combate ao reduto.
Estas logo fizeram entre si acordos de união financeira e militar para a luta, como o tratado entre Alagoas e Porto Calvo em 1668, ou aquele entre essas duas, Serinhaém e Rio de São Francisco (hoje Penedo), em 1669.
Tais acordos nunca saíram do papel, havendo apenas notícias de ataques de pequenos bandos a grupos isolados de negros, que resultavam em reconduzir uns poucos às senzalas. Essa providência resultava às vezes em pior prejuízo, pois os escravos recambiados freqüentemente estimulavam fugas de novos grupos, ou funcionavam como verdadeiros espiões.
Por isso mesmo, o Governador Bernardo de Miranda Henriques estabeleceu, em 1669, a regra de que os negros capturados nos Palmares deveriam ser vendidos em Recife, sob pena de confisco. Em 1670, o visível crescimento do quilombo e as constantes fugas faziam crescer a tensão, o que levou o Governador Fernão Coutinho a proibir o porte de qualquer arma a qualquer negro, mulato, índio, mameluco ou branco "que exerça qualquer ofício mecânico ou haja exercido", residente nas vilas em torno da área de negros livres.
As autoridades decidiram-se a tomar medidas mais enérgicas, organizando entradas de maior porte, que chegavam a mil homens e mais.
Entre 1671 e 1678, segundo um documento anônimo existente na Torre do Tombo, houve vinte e cinco expedições ofensivas, e sabe-se também que os governadores ordenavam a abertura de caminhos entre a densa mata, para facilitar os avanços brancos. Algumas das entradas foram organizadas por particulares, como a de Cristóvão Lins, fazendeiro a quem os palmarinos haviam incendiado os canaviais, em uma ação de represália, e outras eram empresadas por militares ou chefes de bandos armados, como a do Capitão André da Rocha em 1671, organizada pelo mestre-de-campo General Francisco Barreto, herói da guerra holandesa.
Algumas tiveram certo sucesso, como a de Manuel Lopes, de 1675, que provocou 800 baixas entre os negros, e outras foram um fracasso, como a de Domingos Gonçalo, de 1672, destroçado e sofrendo inúmeras deserções.
De qualquer forma, o conjunto dos ataques não conseguiu reduzir o quilombo, que continuou a crescer, ao mesmo tempo em que fortaleceu os homens de Ganga-Zumba, seja pelo prestígio crescente que este possuía entre os negros das senzalas, estimulados para a fuga, seja porque as entradas derrotadas deixavam aos guerreiros quilombolas muitas armas de fogo, de difícil obtenção por outros meios.
Em parte, a resistência do reduto durante tanto tempo se deveu às táticas de guerra empregadas pelos seus defensores. Os relatos dos brancos, preocupados em exaltar a glória dos chefes atacantes, para conseguir-lhes títulos e favores, falam sempre das "fugas desordenadas" dos negros dos mocambos atacados, e de sua incapacidade de manter batalhas longas.
Entretanto, os mocambos que se dizia estarem destruídos, como o do Macaco, aparecem inteiros nos relatos subseqüentes. Na verdade, as retiradas dos palmarinos, no caso de batalhas em que as armas de fogo do inimigo impossibilitavam a defesa prolongada, obedeciam a uma estratégia de tipo guerrilheiro, em que os "mocambos" eram simplesmente mudados de lugar, pela facilidade de reconstrução das toscas casas de palmeira.
O próprio "Macaco", que nos últimos tempos da guerra foi uma espécie de quartel-general de Zumbi, ao que tudo indica mudou pelo menos uma vez de lugar.
Por outro lado, depois que os brancos se retiravam, os sítios semidestruídos eram novamente ocupados e reconstruídos pelos rebeldes abrigados na mata, o Macaco teria sido destruído por Manuel Lopes em 1675, mas estava no mesmo lugar em relato posterior, de 1682.
Da mesma forma, mais tarde, quando o mocambo do Cucaú, chefiado por Zumbi, foi derrotado, os homens do chefe guerreiro se estabeleceram na serra do Barriga.
E no ataque final a esse reduto o seu nome, segundo os brancos, seria o de Macaco, no quadro dessa "guerra de movimento", as emboscadas dos palmarinos, facilitadas pelo conhecimento do terreno, infligiam perdas e terror aos inimigos, além de possibilitar a libertação de outros escravos.
Entretanto, os negros usavam também, para retardar as tropas contra eles enviadas, várias tipos de fortificações, aperfeiçoadas com o desenrolar da guerra. As paliçadas duplas que cercavam os mocambos eram protegidas por troncos, fojos (buracos dissimulados no fundo dos quais se armavam paus de ponta) e estrepes (lanças de madeira em riste, escondidas pela vegetação).
Quando os inimigos conseguiam incendiar as paliçadas, os quilombolas se retiravam, reagrupando-se às vezes para o contra-ataque algumas centenas de metros depois, como fizeram com os homens de Manuel Lopes em 1675, ou investindo diretamente sobre os brancos, corno na entrada tríplice de Jácome Bezerra (1672), em que a coluna procedente de Alagoas foi completamente destroçada.
As fortificações se aperfeiçoaram de tal forma que, no assalto final de 1694, o poderoso exército comandado por Domingos Jorge Velho deparou, estupefato, com uma "cerca" tríplice de 5 434 metros de comprimento, com guaritas e redutos, protegida por uma intricada "tranqueira" de vegetação, fojos e estrepes.
A artilharia empregada contra a cerca não foi capaz de abrir nela uma brecha suficiente para a penetração.
A Tregua

A luta contra os palmarinos, necessidade objetiva do poder colonial, era, no entanto um peso excessivo para os senhores de terras que a ela forneciam apoio. As tropas requisitavam das vilas e seus moradores muitos mantimentos, munição, escravos para transporte, dinheiro para soldos de uma parte dos combatentes, etc.
Embora a destruição dos Palmares fosse de seu interesse, como um todo, muito dos proprietários, como vimos, estabelecia formas de convivência com os quilombolas, que os deixavam em paz. Assim, estes colonos viam a luta como tarefa das autoridades, encarregadas da manutenção do sistema, e contribuíam contrariados com seus bens para a custosa guerra.
A situação se agravava com a crise do açúcar no mercado internacional, que deixava em dificuldades os produtores, num quadro de aumento de impostos, como aquele causado pela necessidade de pagar o dote à rainha da Inglaterra, conseqüência dos acordos de paz posteriores à derrota holandesa.
Nos anos subseqüentes, vários relatos de governadores fizeram-se porta-vozes das queixas dos habitantes de Porto Calvo, Serinhaém, Alagoas e outras vilas próximas; em 1686, o Governador Souto Maior reclamou à Coroa que "estes povos têm suprido das suas fazendas mais do que lhes era possível, e não é justo que assistam para esta empresa (contra o quilombo) com mais do que têm”.Com dois engenhos de Porto Calvo completamente destruídos, seus moradores apelavam através da Câmara para a "piedade" de Sua Majestade.
A Coroa, porém, se ressentia bastante de inúmeros problemas financeiros, no quadro de uma grave crise comercial, para poder custear completamente as expedições.
Em 1694, Caetano de Melo e Castro afirmava que a guerra dos Palmares havia custado, perto de 400 mil cruzados da Real Fazenda, e aos moradores e povo mais de um milhão. Entre as queixas de Porto Calvo, constava a de que, para pagar os impostos novos exigidos por Lisboa, os proprietários "vieram à praça arrematar-se as jóias do ornato de suas mulheres".
Além disso, nos anos 1686-87 grassou em Pernambuco terrível epidemia, conhecida como "mal-de-bicho", que debilitou ainda mais os brancos, ao mesmo tempo em que as revoltas de índios na região do Assu carreavam homens e recursos. Era necessário um alívio da situação, e a idéia de uma trégua com os Palmares cresceu entre as autoridades, era necessária, porém, uma vitória parcial que fortalecesse a posição do poder branco para o caso de uma negociação com a chefia quilombola.
Para isso foi chamado Fernão Carrilho, sertanista experiente e hábil lutador contra núcleos de negros e índios na selva, contando também com o "background" de ter reduzido dois quilombos no Sergipe, a mando do governador-geral do Brasil. O Capitão fez uma primeira tentativa inútil em 1676 contra os rebeldes, sofrendo com as dificuldades financeiras das vilas que deviam financiá-lo.
Em 1677, porém, o capitão conseguiu reunir recursos suficientes e partiu de Porto Calvo, atacando logo o mocambo de Aqualtune, mãe do rei Ganga-Zumba.
Surpreendidos, os negros se retiraram para um novo agrupamento em Subupira, pondo em ação a sua tática de movimentos; mas Fernão não desistiu e, demonstrando tirocínio militar, evitou lançar suas forças em conjunto contra os negros, preferindo pequenos ataques enquanto esperava reforços.
Assim que estes chegaram, sitiou o grande mocambo do Amaro (mais de mil casas), com grande sucesso, pondo em debandada Ganga-Zumba.
No conjunto da campanha, Carrilho aprisionou dois filhos do rei, Zambi e Acaiene, além de chefes de mocambo como Acaiúba e Ganga-Muíça, junto com dezenas de negros que foram distribuídos entre os cabos da tropa.
O relativo enfraquecimento do quilombo permitiu ao capitão oferecer, através de dois prisioneiros importantes, uma suspensão das hostilidades ao rei Ganga-Zumba, com a condição de que os palmarinos depusessem as armas.
A oferta dividiu o quilombo. Embora Ganga-Zumba tendesse a aceitá-la, preocupado com as perdas humanas e com a possibilidade de aproveitar a paz para refazer-se, ao que parece muito dos chefes mais jovem, como seu sobrinho Zumbi, percebendo o caráter irreconciliável da luta entre senhores e escravos, se opunham.
O irmão do rei, Gana-Zona, capturado pelos brancos, era favorável à iniciativa. Triunfando momentaneamente a opinião do chefe supremo, foi mandada uma "embaixada" a Recife, acompanhada de um alferes que tinha vindo renovar os apelos à pacificação.
A chegada a Recife, em 18 de junho de 1678, dos negros aquilombados, causou grande alvoroço.
Suados pela caminhada, mal vestidos e cabisbaixos, os quilombolas temidos vinham resignar-se perante o Governador Aires de Souza e Castro, que os recebeu condignamente. Afinal, tratava-se de simples negros, a quem a opinião dos proprietários escravistas jamais imaginara dispensar atenção.
Souza e Castro, percebendo a importância política do evento, ouviu atentamente as reivindicações rebeldes para se chegar a um acordo. Tanto que, uma vez concretizado este, muitos dos brancos não acreditaram, pelo caráter concessivo dos seus termos. Os palmarinos, contrariando todas as diretrizes do sistema colonial, teriam direito à delimitação de uma área para viver em liberdade, bem como ao plantio, comércio e trato com os brancos, sem o fisco real, desde que se desfizessem de seu equipamento militar. Se alguns brancos não viram com bons olhos o acordo, os quilombolas mais radicais o repudiaram inteiramente.
Zumbi, chefiando o mocambo do Cucaú, continuou a fazer incursões destinadas a libertar mais escravos, ao mesmo tempo em que pequenos grupos de brancos persistiam na apreensão de quilombolas surpreendidos nos caminhos da mata.
O governo, assim que ficou ciente da rebeldia do Cucaú, organizou a expedição de Gonçalo Moreira para destruí-lo. Nesse meio tempo, porém, Ganga-Zumba morrera envenenado, e Zumbi assumira o controle total dos palmarinos. Assim, quando Gonçalo atacou o mocambo rebelde, prendendo alguns chefes, como João Mulato e Canhonga, Zumbi não se encontrava mais no reduto, onde só haviam ficado 200 homens, e se internara na mata para organizar as novas defesas. Para os brancos a fase seguinte da luta seria uma das mais terríveis, a ponto de os colonos mandarem por várias vezes Gana-Zona a negociar sem sucesso a rendição do sucessor de Ganga-Zumba e de propor nova trégua em 1685, rejeitada pelo Conselho Ultramarino. Por bastante tempo ainda, Palmares resistiria.

O Ataque Final

Para a submissão final do quilombo, o poder pernambucano não seria suficiente. Resolveu-se contratar o paulista Domingos Jorge Velho, verdadeiro especialista no massacre de raças submetidas ao colonialismo.

Sertanismo de Contrato

Domingos Jorge Velho vinculava-se a uma particular atividade, muito comum no Brasil seiscentista como extensão das "bandeiras de apresamento”: o massacre e a submissão de grupos indígenas, contratados por autoridades do Nordeste, executados por paulistas experientes no ramo e eufemisticamente chamados pela historiografia de "sertanismo de contrato".
Desde os tempos de 1670, Domingos e seus capangas e índios armados combatiam no Piauí os tabajaras, oroazes e cupinharões, quando uma carta de 1685 do governador pernambucano Souto Maior o convidou para exterminar os Palmares.
Depois de uma extensa marcha até às proximidades do quilombo, a tropa paulista recebeu uma contra-ordem do governador-geral do Brasil, Matias da Cunha, mandando-os regressar ao norte, para combater os índios janduins que se rebelavam na região do Assu.
Só em 1687 um emissário de Jorge Velho, o padre carmelita Cristóvão de Mendonça, foi a Pernambuco negociar os termos da sua participação na guerra palmarina, mas o acordo só foi aprovado em 1691 pelo novo governador, Marquês de Montebelo. Depois de esmagar os janduíns, perdendo muitos homens, já com o título de mestre-de-campo, o chefe paulista dirigiu-se para os Palmares, aonde chegou em 1692.
O paulista Cardoso de Almeida, diante da ameaça de novas rebeliões índias, foi contratado para seu lugar. Sua tropa contava com quase mil homens, na sua maioria (cerca de 800) índios armados.
Os paulistas faziam jus ao exemplo de seu chefe, homem violento e cruel, detestado até pelos senhores de terra que dele necessitavam.
O bispo de Pernambuco dizia dele, em 1697: Este homem é um dos maiores selvagens com que tenho topado... nem se diferencia do mais bárbaro tapuia mais que em dizer que é cristão, e não obstante o haver-se casado de pouco, lhe assistem sete índias concubinas tendo sido a sua vida, desde que teve uso da razão, - se é que a teve, porque, se assim foi, de sorte a perdeu que entendo a não achará com facilidade, - até o presente, andar metido pelos matos à caça de índios, e de índias, estas para o exercício das suas torpezas, e aqueles para o granjeio de seus interesses.
Seus homens roubavam à larga os moradores das vilas por onde passavam, provocando inúmeras queixas, mas a violência maior era para com os índios, mesmo aqueles que viviam em paz com os brancos e que eram deixados assim pelas autoridades.
Certa vez, Domingos Jorge Velho assassinou duzentos indígenas, cortando-lhes as cabeças, exclusivamente porque estes se recusaram a acompanhá-lo na luta contra os Palmares.
A luta contra os negros rebeldes atraía os paulistas porque também oferecia alguns aspectos das vantagens do "sertanismo de contrato", na medida em que tradicionalmente as "entradas" capturavam os negros para venda, algumas vezes até com isenção dos quintos reais. Além disso, havia as ricas terras palmarinas, que mesmo antes da destruição do quilombo eram objeto de acirradas disputas.
O grupo de Jorge Velho fez acordos, ou "Capitulações", com o Governador Souto Maior, ratificados depois pelo Marquês de Montebelo, que lhe concediam amplos direitos, como o recebimento de munições, armas, mantimentos regulares, isenção de impostos sobre venda dos negros apreendidos, terras de sesmaria na região da Paraíba, e "perdão para quaisquer crimes anteriores", de que eles precisavam bastante.
Em dezembro de 1692, assim que chegaram aos Palmares, os paulistas se atiraram galhardamente sobre os mocambos, contando derrotá-los facilmente.
Não esperavam a resistência violenta e aperfeiçoada dos homens de Zumbi, e não conheciam perfeitamente o terreno íngreme. Apesar de reforçados por uma tropa de moradores alagoanos, eles não conseguiram vencer a surpreendente primeira "cerca", edificada a alguns quilômetros do antigo Macaco.
O ataque fracassou redondamente, fazendo fugir em debandada os homens de Alagoas e desarticulando completamente o esquema ofensivo do mestre-de-campo, desamparados e desmuniciados, "muito destroçados de fomes e marchas", os paulistas voltaram a Porto Calvo sentindo na garganta o sabor desconhecido de uma derrota violenta diante de "simples negros".
Em Porto Calvo, seu comportamento violento e desregrado valeu-lhes a hostilidade dos moradores, que com muito custo lhes arranjavam comida. A demora na chegada de munições fê-los ficar dez meses inativos, de janeiro a novembro de 1693, o que facilitou a debandada de mais alguns homens.
Com isto, e com as baixas da derrota junto ao quilombo, a gente de Domingos Jorge Velho ficou reduzida a 600 índios e 45 brancos. Quando chegaram as munições, o mestre-de-campo resolveu seguir assim mesmo para os Palmares, mas a incrível "cerca tríplice" do novo Macaco, na serra da Barriga, fê-lo desistir logo ao primeiro embate.
Nos dois meses seguintes, Domingos permaneceu acampado nas redondezas, enquanto providenciava poderosos reforços, recrutando homens e novos agrupamentos regulares em todo Pernambuco e vilas alagoanas. Ao mesmo tempo, valeu-se de um hediondo expediente para enfraquecer os palmarinos: vestiu alguns negros capturados com roupas de doentes e pestilentos, permitindo-lhes fugir para o reduto, espalhando ali moléstias contagiosas.
Em janeiro de 1694, chegaram os enormes reforços, carregando inclusive peças de artilharia, comandados por Zenóbio Accioly de Vasconcelos, Sebastião Dias e Bernardo Vieira de Melo.
O conjunto dos atacantes era agora bem maior em número e muito mais armado, chegando a quase três mil homens. Entretanto, a "cerca" de mais de cinco mil metros de mocambo, com todas as suas fortificações, situada em terreno escarpado, resistia firme ao sítio, que durou mais de 22 dias.
Disse depois Domingos Jorge Velho em carta ao Rei,
“Eram os exteriores tão cheios de estrepes ocultos, e de fojos cheios deles, de todas as medidas, uns de pés, outros de virilhas, outros de garganta, que era absolutamente impossível chegar alguém à dita cerca toda ao redor... e por ser o lugar muito escarpado, mal aparecia um soldado na extrema da estreparia para especular, e tirar algum estrepe, que era pescado na cerca; nem lhes era possível fazerem aproches, que a espessura e ligame da raizama do mato era tanta que não dera lugar a cavar”.
“A artilharia, por esses motivos, não adiantou muito”.

Assalto Final

Desde muitos anos antes, Zumbi era muito temido pelos brancos, que consideravam os seus companheiros próximos como "a melhor gente para combate". Em 1675, o Capitão Gonçalo Moreira chamava-o de "general-das-armas" do quilombo. Durante 22 dias, até à data de 6 de fevereiro de 1694, Zumbi comandava vigorosamente seus soldados sitiados no Macaco, repelindo vários ataques violentos.
Mas os brancos, além de sua superioridade numérica, dispunham da preciosa munição que os quilombolas tinham em pequena quantidade. Enquanto o inimigo era mantido à distância pelos estrepes, Zumbi economizava. Mas nos últimos dias de janeiro os comandantes do ataque puseram em execução uma tática mais eficaz de aproximação: passaram a construir cercas de madeira paralelas à "cerca" defensiva, que lhes permitiam limpar o terreno e chegar mais perto.
Nos dias 23 e 29 foram desfechados poderosos ataques a partir dessas fortificações recentes, o que exigiu um grande gasto de pólvora dos quilombolas. Finalmente, ao começar o mês de fevereiro, Domingos Jorge Velho teve a idéia de construir uma cerca oblíqua à fortificação rebelde, que aproximou rapidamente seus homens do objetivo.
Zumbi, ao perceber o êxito da manobra, sentiu aproximar-se o fim. Estava sem munição, com os brancos nas suas barbas.
Nessa madrugada, resolveu tentar a retirada estratégica. Silenciosamente, centenas de negros se esgueiraram para fora da paliçada, mas não foram felizes: as sentinelas inimigas perceberam seus movimentos e a tropa atacou maciçamente. Apanhados pelas costas, à beira de um penhasco, os palmarinos perderam mais de 400 homens nas primeiras horas da madrugada, deixando inúmeros feridos e prisioneiros, em uma fuga precipitada que os desarticulou definitivamente.
As operações posteriores de Domingos Jorge Velho, além de massacrar e assassinar centenas de negros que não puderam fugir do Macaco após sua tomada definitiva, no dia 6, impossibilitaram a plena rearticulação dos rebeldes. Depois de mais de 65 anos de luta, o glorioso reduto da liberdade foi derrotado.

Zumbi, fugitivo após o combate do dia 6 de fevereiro, jamais se entregou, realizando nos meses seguintes algumas operações de guerrilha com seus homens. Enquanto os brancos se digladiavam violentamente pela propriedade das terras conquistadas, em uma verdadeira "nova" guerra, ele permanecia internado na mata que tão bem conhecia. Mas os seus demais mocambos não puderam resistir à chacina entusiástica perpetrada pelos vitoriosos. Em novembro de 1695, um mulato seu auxiliar, violentamente torturado pelo mestre-de-campo paulista, revelou seu esconderijo.
No dia 20 desse mês, surpreendido por Domingos Jorge Velho, Zumbi ainda resistiu, com apenas 20 homens.
Em algumas horas, foram todos mortos.

O rei negro, combatendo até ao fim em uma luta que sabia irreconciliável, e que ameaçou seriamente a ordem colonial, foi decapitado. Espetada em um poste da praça principal de Recife, à vista dos negros carregadores em sua faina interminável, sua cabeça aguardou com trágica serenidade.
Na mágica obscuridade de seus rituais ocultos, os negros de Pernambuco e Alagoas imortalizaram o grande líder.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Pai Joaquim de Angola

Pai Joaquim de Angola

Pai Joaquim foi um príncipe negro oriundo da África, na região de Angola, aonde era chamado de Iquemí, negro guerreiro, majestoso e muito inteligente. Amava sua liberdade e seus amores, um legitimo filho do Orixá Xangô.
Mais entre guerras e principalmente pela invasão Européia no continente africano, Iquemí foi aprisionado, por tribos inimigas e vendido a mercadores brancos, no valioso mercado negro de escravos.
Iquemí, entrou em desespero, foi preso como animal, jogado em um porão de navio, aos gritos e desespero dos seus inimigos de cor.
Iquemí foi logo chamando a atenção de alguns brancos, principalmente pelo dono do navio, que logo observou o porte físico de Iquemí, sua beleza, dentes perfeitos, e logo viu em seus olhos que este negro não se submeteria aos maus tratos dos brancos, para se tornar um escravo.
O mercador de escravo chamava-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, decidiu ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Logo o mercador o Sr. Manoel se afeiçoou por Iquemí e passou a trata-lo com mais confiança, por sua valentia e o bom trato com os negros da fazenda.
Mal sabia que sobre a luz da aruanda ambos eram almas afins, unidos pelo destino, sem diferença de cor.
O Sr. Manoel, antes de adoecer, batizou Iquemí com um nome de branco e passou a chamá-lo de Manoel Joaquim de Luanda, o famoso Nego Pai Joaquim de Angola na Umbanda.
Sua fama correu em toda Bahia, promovendo a paz entre seus irmãos de cor, bondoso, um verdadeiro cristão.
Pai Joaquim recebeu seu primeiro chapéu de palha, dado pelo Bispo da Igreja Católica local, e morreu sem parar de pensar na sua velha e mãe África.
Como o Conto de Preto, escrito por mim narra a seguir:

Caminhei com fé e com dor.
Caminhei na fé e no amor.
Caminhei com Deus e Nossa Senhora.
Caminhei no chicote e fui banido de Angola.
Minha vida inteira Caminhei, sonhando em algum dia ser um Rei.
Rei de cor que nunca tive, para fugir do deslize, que não sei se tive.
Eu sou um Preto, sou crioulo, Sou um Preto estimado.
Minha vida foi sempre um Cajado, mais meu amor sempre teve ao meu lado.
Amor de Preto era uma Senhora, que nunca me abandonou, nem mesmo na degola.
Senhora Guerreira e Justiceira.
A Nossa Senhora de ANGOLA.
A Senhora dos Orixás, Mãe de todas as energias vitais, Mãe da natureza Feliz, Mãe dos Mortais e dos Imortais, a Minha Mãe Angola.
Ai que saudade de Angola.
Que agora não vejo mais, pois fui banido da minha Terra, para meus Caminhos de volta, jamais encontrar.
Que Preto sou eu?
Não sei dizer.
Que Preto tu és?
Não sei dizer.
O que sei dizer e que Preto eu sou, e Branco foste tu que me maltratou.
Sem pena e sem dor, e sem Amor.
Mais Branco não tenha mais dó, pois agora finalmente sou Rei.
Rei do meu amor.
Pois morri e acordei na minha Angola.
A Angola de Meu Pai, o Rei Redentor, o Nosso Senhor Deus Salvador.
Angola de Luanda, Huambo e Benguela, Angola de Lobito e Lubango.
Angola do Cristianismo, trazido pelos meus irmãos de cor de Rei, os Brancos Portugueses.
Angola das minhas tradições tribais.
A minha Mãe Angola, o meu Amor.
Caminhei com fé e com dor.
Caminhei na fé e no amor.
Caminhei com Deus e Nossa Senhora.
E nunca mais caminharei no chicote dos Reis de cor, que me baniram de Angola, o meu Amor.

Autor: Ronaldo Jatapequara

Pai Joaquim foi um príncipe negro oriundo da África, na região de Angola, aonde era chamado de Iquemí, negro guerreiro, majestoso e muito inteligente. Amava sua liberdade e seus amores, um legitimo filho do Orixá Xangô.
Mais entre guerras e principalmente pela invasão Européia no continente africano, Iquemí foi aprisionado, por tribos inimigas e vendido a mercadores brancos, no valioso mercado negro de escravos.
Iquemí, entrou em desespero, foi preso como animal, jogado em um porão de navio, aos gritos e desespero dos seus inimigos de cor.
Iquemí foi logo chamando a atenção de alguns brancos, principalmente pelo dono do navio, que logo observou o porte físico de Iquemí, sua beleza, dentes perfeitos, e logo viu em seus olhos que este negro não se submeteria aos maus tratos dos brancos, para se tornar um escravo.
O mercador de escravo chamava-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, decidiu ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Logo o mercador o Sr. Manoel se afeiçoou por Iquemí e passou a trata-lo com mais confiança, por sua valentia e o bom trato com os negros da fazenda.
Mal sabia que sobre a luz da aruanda ambos eram almas afins, unidos pelo destino, sem diferença de cor.
O Sr. Manoel, antes de adoecer, batizou Iquemí com um nome de branco e passou a chamá-lo de Manoel Joaquim de Luanda, o famoso Nego Pai Joaquim de Angola na Umbanda.
Sua fama correu em toda Bahia, promovendo a paz entre seus irmãos de cor, bondoso, um verdadeiro cristão.
Pai Joaquim recebeu seu primeiro chapéu de palha, dado pelo Bispo da Igreja Católica local, e morreu sem parar de pensar na sua velha e mãe África.
Como o Conto de Preto, escrito por mim narra a seguir:

Caminhei com fé e com dor.
Caminhei na fé e no amor.
Caminhei com Deus e Nossa Senhora.
Caminhei no chicote e fui banido de Angola.
Minha vida inteira Caminhei, sonhando em algum dia ser um Rei.
Rei de cor que nunca tive, para fugir do deslize, que não sei se tive.
Eu sou um Preto, sou crioulo, Sou um Preto estimado.
Minha vida foi sempre um Cajado, mais meu amor sempre teve ao meu lado.
Amor de Preto era uma Senhora, que nunca me abandonou, nem mesmo na degola.
Senhora Guerreira e Justiceira.
A Nossa Senhora de ANGOLA.
A Senhora dos Orixás, Mãe de todas as energias vitais, Mãe da natureza Feliz, Mãe dos Mortais e dos Imortais, a Minha Mãe Angola.
Ai que saudade de Angola.
Que agora não vejo mais, pois fui banido da minha Terra, para meus Caminhos de volta, jamais encontrar.
Que Preto sou eu?
Não sei dizer.
Que Preto tu és?
Não sei dizer.
O que sei dizer e que Preto eu sou, e Branco foste tu que me maltratou.
Sem pena e sem dor, e sem Amor.
Mais Branco não tenha mais dó, pois agora finalmente sou Rei.
Rei do meu amor.
Pois morri e acordei na minha Angola.
A Angola de Meu Pai, o Rei Redentor, o Nosso Senhor Deus Salvador.
Angola de Luanda, Huambo e Benguela, Angola de Lobito e Lubango.
Angola do Cristianismo, trazido pelos meus irmãos de cor de Rei, os Brancos Portugueses.
Angola das minhas tradições tribais.
A minha Mãe Angola, o meu Amor.
Caminhei com fé e com dor.
Caminhei na fé e no amor.
Caminhei com Deus e Nossa Senhora.
E nunca mais caminharei no chicote dos Reis de cor, que me baniram de Angola, o meu Amor.

Autor: Ronaldo Jatapequara